quinta-feira, 26 de julho de 2012

RESSALVA POÉTICA



Às vezes fico pensando que a morte da pintura está mesmo próxima. Demais. Toda essa nova pintura, sem desenho, partícipe do não tem início, meio e fim, partem de uma mentalização anacrônica e copista de si mesma. Salve os silvos de exceção. Percebe-se que a máscara do lobo não traz a familiaridade que se tem com os tres porquinhos... Toda atmosfera dessa arte "contemporânea", carrega uma força de evocação tão abrangente em seus códigos abstratos, onde o outro, ou o eu, possa encontrar um pouco de si, que o meu si mesmo, deixa de ser insrumento gramatical e preposicional, ou seja,posto antes de ser arte, antes mesmo de ser contemporâneo ou atual. Se lá no Houaiss diz que contemporâneo é o que é da mesma época; o que é atual, então eu posso contemporizar que toda arte desde os tempos,das cavernas, é contemporânea! Então, esse continuismo contemporâneo de apeans algumas poucas décadas que bate continência aos seus adjacentes e eventuais artistas, deve estar no mínimo contextualmente contestando sua validade de contradizer-se na réplica de seu conteúdo, contigenciado ou aquinhoado pela mídia burra! Que espetáculo de contextura arteteatral que vivemos  , nessa contemporaneidade continente cercada de oceanos de dúvidas e respostas irressarcíveis...  Não sei até quando?



foto-textoZé Augustho Marques

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