sábado, 30 de junho de 2012

INCONSCIENTE CANINO


Deve estar pensando que rejeita peremptoriamente um modelo expositivo dos sistemas humanóides, aos quais o querem negativar em cartórios como adorno contra a solidão...                                    Sabe que não é um produto da indústria cultural. Sabe também que é difícil chegar a ser um RIM-TIM-TIM...                                     Deve mesmo estar pensando sobre aquilo que nunca disfarça:  A amizade irresistivelmente sem limites, legitimando-se mais fiel que seus donos...  Legítima também, suas pressas, em tempo real, de pular e latir de felicidades...   ou próximo de dormir seu sono de criança...

Para Ieda Cabrera que me fez gostar ainda mais desses bichos.



Zé Augustho Marques

domingo, 24 de junho de 2012

ALVOROÇO NO ESPELHO

O gato saltou da cadeira

furioso, olhos encurvados de briga

A cachorra, veio correndo do lado de fora.

Veio lambuzar, a face do menino, com beijos...

Apartar uma briga que não fora...

O menino e o gato não se curvaram,

nem diante do espelho!

Eram retratos iguais...

Brincavam de rato e gato.

E o vidro da porta refletia

o que haviam de fazer...

outro dia... outro alvoroço...

Zé Augustho Marques

sábado, 23 de junho de 2012

DE NOITE





MINHA ESCURIDÃO

É MAIS CLARA

POIS MEU DESEJO

CIRCULA PELO

CORPO DE UMA ESTRELA...

EU NÃO CONCENTRO MINHA DOR

PARA ONDE NÃO SEI ONDE

MEU ERRO SE ASSUSTA!

ESCUTO NO ENTANTO TANTO E

MAIS TANTOS CONSELHOS

DOS MEUS TRAVESSEIROS...  ADORMECEM



Zé Augustho Marques

quinta-feira, 21 de junho de 2012

quarta-feira, 20 de junho de 2012

RONALDO WEBSTER NO CREATIVE GENIUS



Ronaldo Webster – médico cirurgião e artista, catalogado  nos EUA

O artista vive no sul do Brasil, em Porto Alegre. Também atua como cirurgião plástico. Seu caminho para a arte escultural pura, começou com a prótese para restauração de deformidades faciais. Soldagem e conformações de metal, são usadas para estabelecer uma arte diretiva. Formas humanas e movimentos são combinados para traduzir emoções. Considerando a singularidade do acontecimento durante o processo de soldagem, cada escultura é única. Apesar do uso do metal, o objetivo é criar uma versão leve de uma escultura sólida em metal, assim como adquirir uma forma característica de dualidade... A pesquisa para esta forma de arte pode estar adequada para cada objetivo final. Tais esculturas singularizam sua experiência na espacialidade.





translation-Ieda Cabrera

terça-feira, 19 de junho de 2012

RIO +20

RASCUNHO FINALIZADO COM OS GARRANCHOS DA DESESPERANÇA!

49 PÁGINAS E 283 PARÁGRAFOS

 PARA REFERENDAR O QUE "NÃO" É "ECONOMIA VERDE"!

E O SR. ANTONIO PATRIOTA DISSE:

            "TODOS CEDERAM E TODOS SAIRAM GANHANDO"

E EU DIGO:

              MENOS A TAL DE ECONOMIA VERDE!

              QUE OS MEGA-GIGÔLOS DOS GASES DA MORTE,

              IMPEDEM O MUNDO DE UMA NOVA VIDA!

"BRASIL MOSTRA A TUA CARA,

ME DIZ O NOME DO TEU SÓCIO.

CONFIA EM MIM".. ( só para lembrar do CAZUZA)


Zé Augustho Marques

ISTO SIM É UMA CRÍTICA COM VERDADES POÉTICAS

UM DISCO HISTÓRICO

 Jerônimo Jardim nasceu em Jaguarão, no Rio Grande do Sul. Adotado ainda na adolescência pe...la cidade de Bagé, a ela dedica sua melhor querência. Vivendo hoje em Porto Alegre, lá forjou importante obra cultural, mantendo vivo o olhar sobre o nativismo disseminado pela campanha gaúcha. Como bom tapejara, desde guri carrega na guaiaca o orgulho por sua gente.
Bacharel em Direito, publicitário, servidor aposentado do Tribunal Regional do Trabalho, exerceu a advocacia e o cargo de professor de Direito e Processo do Trabalho na Faculdade de Direito da Universidade Federal de Rio Grande.
Mas o que nos interessa aqui e agora é a sua múltipla obra como compositor e escritor. Autor de três peças para teatro e de cinco livros infantis, Jerônimo lançou também dois bons romances: In extremis – Na alça de mira (2010), e Serafim de Serafim (2011). Compositor, teve músicas gravadas por conterrâneos seus, inclusive Elis Regina, que, em 1979, lançou “Moda de Sangue”, dele e Ivaldo Roque. E venceu o MPB-Shell/81 com “Purpurina”, interpretada por Lucinha Lins.
Sua produção musical e literária teve de ser interrompida quando um problema de saúde o forçou a deixar o violão e a escrita de lado. Aos poucos, entretanto, as ideias foram retomando espaço no dia a dia de Jerônimo Jardim. Até que, passo a passo, um dia após o outro, tudo desaguou em música na Sala Álvaro Moreira, em Porto Alegre. Lá, acompanhado por Toneco da Costa (arranjador, violonista e diretor musical do show), Pedrinho Figueiredo (produção, vocal, mixagem, escreveu arranjos para sax soprano e flauta e os tocou), Fernando do Ó (percussão), Greice Morelli (vocais), João Vicente (violão de sete cordas) e Luís Arnaldo (cavaquinho), foi gravado Jerônimo Jardim, ao vivo – de viva voz (independente).
O que nele se escuta é, talvez, menos importante do que o que se sente ao ouvir as músicas. Pulsa firme em cada uma delas a dignidade e a fortaleza de um compositor que, como poucos, expõe em versos a alma gaúcha. Feito um haragano, J. J. é arisco, difícil de domar, não se atém a formalidades estéticas banais, muito menos a simplismos facilitadores.
Sax e violão, mais o sete cordas, dão a introdução de “De Viva Voz” (J. J.). No choro delicado, a voz resvala nas notas, pois Jerônimo não é cantor, mas um trovador de suas músicas. Isso em nada diminui seu cantar; ao contrário, eleva-o a um ponto alto, onde o que prevalece é a emoção de sentir-se pleno em seu ofício de viver para fazer e cantar suas composições.
Seguem-se sambas brejeiros com melodias simples e letras bem humoradas: “Minha Nega”, “Perdoar”, “É Isso Aí”, todos de J. J.; choros: “O Amor É Assim” (J. J. e Luiz Coronel) e “Cartas Digitais” (J.J. e Clair Jardim); e frevo: “Lenha na Fogueira” (J. J. e Clair Jardim).
A tudo a plateia, os músicos e Jerônimo Jardim, estes com amplo talento, dão o tom de camaradagem explícita que perpassa cada compasso do show de uma vida levada para o disco histórico.
Aquiles Rique Reis, músico e vocalista do MPB4.

(extraído do face de Jerônimo Jardim)

PRESTEM ATENÇÃO SENHORES CRÍTICOS DE QUINTOS CADERNOS...
OS GRANDES MESTRES DA NOSSA MÚSICA, MERECEM MAIS RESPEITO.
Zé Augustho Marques



Bom dia, caro poeta Zé Poesia!

Obrigado pela publicação do nosso textículo de cordel no seu blog.

Postei o convite lá no Face, a fim de que os camaradas lhe façam
uma visita.

Um abraço,

Gomes da Silveira

NATUREZAS MORTAS E VIVAS





                              NATUREZAS MORTAS - AINDA VIVAS
        
                              LÁ NO SÍTIO TEM...

                              ATÉ QUANDO?

                              ESPERANDO PELO RASCUNHO CONCLUDENTE

                              DA RIO +20...  URGENTE.

foto-poesia: Zé Augustho Marques
                    com escultura de Bez Batti

domingo, 17 de junho de 2012

Rio + 20

LOAS À RIO + 20
Verde que te quiero verde
Federico García Lorca

Estamos no mesmo barco,
Somos do mesmo planeta
E não devemos matá-lo
Com desperdício ranheta.
Vamos mais verde plantar,
Colher cordéis da caneta.
Em face à RIO + 20,
Na clara luz do momento,
Dou canja à minha viola,
Para lançar o argumento
De que sonhar vale a pena
– Conferência marca tento.
Há quem descreia do encontro;
Por mim, aqui, vou louvá-lo,
Dando-lhe ouvidos macios,
Sem, entretanto, endeusá-lo.
Nós vivemos num planeta,
E por que não conservá-lo?
Os rios, que nem os lagos,
Estão, à míngua, no lixo;
Os pobres peixes morrendo,
Sem condições qualquer bicho
De ter seu direito à vida,
Pior, em seu próprio nicho.
O homem destrói a flora,
A fauna leva sumiço
E, se existe o que deploro,
É ver progresso postiço
A pôr fim à Natureza,
Daí que não fico omisso.
Na conferência do Rio,
Que neste instante se aclara,
Quase duzentas nações
Dão o ar da sua cara.
Por isso, ainda confio
Nessa ocasião tão rara.
País que assumir os tratos
Tem que cumpri-los à risca;
Não fazer como um ianque,
Gente que não boa bisca,
Pois polui o mundo todo
E persegue o comunista.
Depois da RIO + 20,
Quero ver verdor ao vento;
Praias e mares limpinhos,
Sem haver constrangimento
Da mortandade dos peixes
E uns lalaus no Parlamento.
Quero ver chinês e ianque
E a grei dos meus camaradas
Andando mais de metrô;
As limusines guardadas,
Menos gases e fumaças,
Mais selvas, zero queimadas.
Que a RIO + 20 influa,
Seja um marco de mudanças
Nas nações desenvolvidas.
Estas fomentam matanças,
Com guerras desnecessárias,
Enfim, só enchendo as panças.
Se a RIO + 20 possa
Ser melhor que a precedente,
É questão de que crescemos,
Mas só com o povo presente
Nas decisões da Política,
Com luz nova à nossa mente.
Em dois mil e vinte dois,
Quando d’outra conferência,
Esteja o mundo melhor,
Tudo na maior decência,
Sem invasões e sem fome,
Paz reinando à consciência.
Fort., 16/06/2012.

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*Autor do DICIONÁRIO DE EXPRESSÕES
POPULARES DA LÍNGUA PORTUGUESA, WMF

sábado, 16 de junho de 2012

RIO +20



                                                       "RIO  +20"
                                
                                               "OH! PAI -
                                                
                                                 ELES NÃO SABEM
                                                  
                                                  E

                                                 PENSAM O QUE NÃO FAZEM...

Zé Augustho Marques
foto:Laurent Schwebel-internet

quinta-feira, 14 de junho de 2012

A CRÍTICA NA CLÍNICA



Pelos dias de hoje, ao crítico de artes, seja ele da sétima ou de quinta , não cabe apenas ranqueá-las com estrelinhas ou negritos coloridos nas páginas de revistas ou jornais. Teoria e prática do conhecimento são requisitos imperiosos para o crítico escapar da crítica que venha ter longevidade e não atenuidades presentes, onde a superficialidade das palavras e justificativas do que é bom ou ruim, não se tornem apenas gêneros de graduação, chanchadas pela pieguice de críticos que só sabem dar dicas de consumo limitados pela desarticulação dos processos culturais, que a nova burguesia desintelectual exige! Façamos da crítica um, privilégio do saber e do ensinar arte através dos tempos... Sem termos papagaísticos com roupagens travestidas de impressionismos contemporâneos, como que só o que redunda em torno de um plim-plim é que vale, como reza santificada, por velhinhas carpideiras atirando migalhas de pão aos corvos...


texto-Zé Augustho Marques
foto-Laurent Schwebel

quarta-feira, 13 de junho de 2012

PARA REFLETIR


Pérola Portoalegrense

Porto Alegre tem nova pérola. Ou melhor, pérolas. Tuneis verdes. Que espetáculo! Coisa de primeiro mundo, a cabeça de nossos legisladores. Lei municipal preserva excrecências e maus tratos às nossas árvores. Sim, os chamados túneis verdes que embevecem nossos cidadãos, nada mais são que o resultado de extremos maus tratos a que são submetidas nossas tão mal cuidadas árvores. A poda indiscriminada, sem qualquer critério, ou melhor, tendo como único critério a liberação de espaço para passagem de cabos e fios, dá origem aos tais túneis verdes. Será que ninguém vê que nossas árvores tem a forma de “V”? O miolo das copas são decepados para dar passagem aos fios, onde as calçadas são estreitas (a maioria de nossas ruas) os prédios limitam seu crescimento, restando somente o lado do leito da rua para desenvolverem-se. Dai, encontram os pobres galhos, na mesmíssima situação, oriundos das árvores do outro lado da rua.....Que lindo túnel verde! Ainda mais cheio de ervas de passarinho e outros parasitas que jamais são tratados pela SMAM. Tenham a santa paciência.



Paulo Torres Garcia

Arquiteto e Urbanista

domingo, 10 de junho de 2012

Cláudio Guerra, ex-delegado do DOPS, autor do livro 'Memórias de uma guerra suja'
O Observatório da Imprensa apresenta uma entrevista exclusiva de Alberto Dines com o ex-delegado do Dops Cláudio Guerra. No livro "Memórias de uma guerra suja", lançado no mês passado, Cláudio Guerra…
00:52:36
Adicionado em 06/06/2012
5.174 exibições

É DE SUMA IMPORTÂNCIA QUE ESTE VÍDEO SEJA AMPLAMENTE DIVULGADO!!! A DITADURA CIVIL-MILITAR

IMPOSTA PELO GOLPE NAZI-FASCISTA A PARTIR DE 1964 NÃO PODE SER ESQUECIDA E A JUSTIÇA TEM DE

SER FEITA, SEUS CRIMES SÃO IMPRESCRITÍVEIS!!!

Vídeo - Cláudio Guerra, ex-delegado do DOPS, autor do livro 'Memórias de uma guerra suja'
O Observatório da Imprensa apresenta uma entrevista exclusiva de Alberto Dines com o ex-delegado do Dops Cláudio Guerra. No livro "Memórias de uma guerra suja", lançado no mês passado, Cláudio Guerra relata os assassinatos e torturas ocorridos durante a ditadura militar e que agora serão investigados pela Comissão da Verdade.
Em sua primeira entrevista após a publicação das confissões, ele afirmou ao jornalista Alberto Dines que, apesar das ameaças, não vai se calar.

sábado, 9 de junho de 2012

DEPRÊ DAS LINGUAS


 DEPRÊ DAS LINGUAS


Por volta  desses anos últimos, nosso prazer e nosso algoz está na língua e na linguagem, educadas pelas mídias globais e bispais como se fossem um jogo, que convence pela persuasão visual e pelo ordenamento legitimado por forças eróticas e libidinais...  Uma indústria bélica onde as armas são linguas que beijam, que falam, que mentem, que potencializam culturas já desculturalizadas e que invertem até parágrafos jurídicos e constitucionais!  Linguas puras e autorreferentes que as novelas da Globo impõem aos já anagramáticos personagens que são, até gostosos, de se ver...  Lingua que estremece sobre si mesma entre mentiras e mentirões, com um desprazer perverso quando Gilmar Mendes, Lula e Jobim protagonizaram dizquemedisseses...  Dirão ou diriam Barthes, Deleuze, Morin ou Platão, que a lingua enfrenta a linguagem como se as duas fossem mocinhas de um filme de ação e aventura, brigando pelo mesmo mocinho, mas já cansado e brocha dessas literaturas, reduzidas ao banal?..

texto e imagens - Zé Augustho Marques


sexta-feira, 8 de junho de 2012

SAÚDE PÚBLICA


DESABAFO INÚTIL DE

           UTILIDADE PÚBLICA

 

Senhor secretário de saúde do município de um porto desalegre:

Marcelo bósio



             as suas desculpas foram muito mais frias e congeladas pelo tempo...

a saúde pública é coisa muito mais séria... repita isso para o senhor - mil vezes antes de dormir.

meu blog é de cultura,

tão doente e desimportante...

quanto a saúde do povo.

e o inverno nem começou...

porque  há inverno nos corações dos gestores públicos desse país.


ZÉ AUGUSTHO MARQUES

POESIA


... a poesia tem essa mania, por caixa de ressonância, mantem-se no mundo, enquanto o fluxo contínuo do tempo tende por apagar tudo...  É a fotografia da vida das palavras, chave que abre portas para nossas coleções -  guardadas no fundo de algum canto de nós...

Zé Augustho Marques

quinta-feira, 7 de junho de 2012


RECOMENDO

      LEIA TIRSO DE MOLINA

Dramaturgo e grande poeta do Barroco Espanhol, Tirso de Molina, é brindado pela sua escrita profunda e sagaz, com registros que ele próprio alegava ter escrito mais de 400 peças. A mais famosa é "O burlador de Sevilha e o Convidado de Pedra", na qual criou o personagem do lendário sedutor Don Juan Tenório. Por ironia, Tirso era padre que por conseguinte a esse seu talento, na criação de personagens realistas espirituosos e comoventes, lhe traria sérios entraves, já em 1625, quando boa parte de sua obra, seria classificada como obscena. De Molina morreria na Espanha, sua terra em 1648.

Zé Augustho Marques