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domingo, 12 de julho de 2015

Nada muda ou tudo igual...




Diálogo ocorrido entre 1643 e 1715!


Este diálogo, da peça teatral "Le Diable Rouge", de Antoine Rault, entre os personagens Colbert e Mazarino, durante o reinado de Luís XIV, século XVIII, apesar do tempo decorrido.... é bem atual.

Leiam:


Colbert: - Para arranjar dinheiro, há um momento em que enganar o contribuinte já não é possível. Eu gostaria, Senhor Superintendente, que me explicasse como é possível continuar a gastar quando já se está endividado até o pescoço…


Mazarino: -Um simples mortal, claro, quando está coberto de dívidas e não consegue honra-las, vai parar na prisão. Mas o Estado é diferente! Não se pode mandar o Estado para a prisão. Então, ele continua a endividar-se… Todos os Estados o fazem!


Colbert: -Ah, sim? Mas como faremos isso, se já criamos todos os impostos imagináveis?


Mazarino: -Criando outros.


Colbert: -Mas já não podemos lançar mais impostos sobre os pobres.


Mazarino: -Sim, é impossível.


Colbert: -E sobre os ricos?


Mazarino: -E os ricos também não. Eles parariam de gastar. E um rico que gasta, faz viver centenas de pobres.


Colbert: -Então, como faremos?


Mazarino: - Colbert! Tu pensas como um queijo, um penico de doente! Há uma quantidade enorme de pessoas entre os ricos e os pobres: as que trabalham sonhando enriquecer e temendo empobrecer. É sobre essas que devemos lançar mais impostos, cada vez mais, sempre mais! Quanto mais lhes tirarmos, mais elas trabalharão para compensar o que lhes tiramos. Formam um reservatório inesgotável.


É a classe média!

 

 

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Justiça

 
 
CRIANÇA E ADOLESCENTENÃO 
são sinônimos de injustiça.........
Não devem sentar-se no BANCO DOS RÉUS!
MAS SIM, NO BANCO DA ESCOLA!
QUEM quer a redução da maioridade penal
deve pensar muito para não cair
nas armadilhas do poder
que legisla para as torcidas organizadas
da estupidez e interesses
que remam contra as águas que limpam
e devem limpar toda esta
sujeira social........

Arte e comentário triste de Zé Augustho marques 

Comentário:

Quando descobrires a quem serve este movimento me fala?
Digo esta nova onda, de que se reduzir a tal maioridade penal os problemas se resolverão num ato do mago Merlin.
Estamos vivendo tempos estranhos.
Certo, vamos responsabilizar os infratores sejam de que idade.
Concordo e apoio.
Mas de que forma?
Continuaremos a fazer a mesma merda?
Cadê a educação que sempre foi a base?
Concordo contigo, amigo.
Mas, vamos ser mais frios, a luz do curso da História, é só um fragmento.
Daqui um milhão de anos os arqueólogos nem vão notar que houve este tempo.
Fica em paz. O mundo segue.
Luis Ventura

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Poesia


                       Tradição que vem de longe,
                        viventes há que não sabem dela,
                        sexta santa é dia de monge
                        e também de colher ma(r)cela.


                                                            Há poesia no colher marcela
                                                            ou há poesia na paixão de Cristo ?
                                                            Eu sei que nesta ou naquela
                                                            também poesia eu tenho visto. 


                                                                                                                030415
                                                                                                                 silmar

quinta-feira, 2 de abril de 2015

TROVA


TROVINHA DE @RROUBAR.COM.BR

 

O Brasil se horroriza

com essa triste ladroagem

de patricidas num motim!

 

Pois quando se juntam assim,

os ladrões engravatados

roubam tudo a seus agrados

com o povo desatento

manobrado feito gado

e, só sabe que essa conta

aumenta e não tem fim...

 

Pois esses baita puta ladrões

roubaram até nossos culhões

dando aula de trapaceiros

levando nossa riqueza prá Suiça

deixando prá nós

só a rebinha da carniça

e partindo prá vadiar no estrangeiro

com suas peles de cordeiro

levando até em suas cuecas

e cús enormes

servindo para disfarces de cargueiros

desses monstros saqueadores e disformes

de nossos impostos e dinheiros

 

Mas esse meu povo tão ordeiro

que rima com a cara do brasileiro

parece não ter pressa

de reagir na hora

que mais lhe interessa

prá trazer de volta

seu raspado dinheiro

e botar prá correr

essa tropa de puteiro...

E tomar conta do puleiro!

 

Pois então eu lhes digo

que somos já, a própria carniça

no meio dessa fe$ta

de pesares e cobiça,

esperando sempre pelo delegado de polícia

e pela lesma lentidão, quase fictícia

dessa pobre e distraída justiça...

 

Vem que tá na hora meu povo varonil

de perder esta preguiça

e de fazer da boca um imenso fuzil

e, do voto prá mudar essa tiriça...

Mudar de uma vez esse Brasil!!!

 

Zé Augustho Marques



Comentários:



Zé. 
Tá sensacional !
 
Paulo Amaral
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Maravilhosa a trova Zé!
Em " Comemoração" ao dia do Brasileiro ontem, primeiro de abril- dia do bobo!
Nada mais legítimo...
É como somos tratados e como nos comportamos  nesta crise toda!!!
Beijo grande...
Boa páscoa pra vocês queridos,
Morena
Ingrid Wagner
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Um belo libelo poético, caro poeta Zé.

Seus versos
são incisivas picadas
contra as políticas
gangues organizadas.

Abraço forte,

João
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domingo, 22 de fevereiro de 2015

LÁGRIMAS DA LEI


São políticos!

Vejo baratas

passeando aos olhos

dos crocodilhos...

Vejo fogo e musgos

sob bundas sujas

nas poltronas...

São deputados!

Vejo prisioneiros

das sombras

na penumbra das leis...

São lobystas!

Vejo pontes e rumores negros

desacordados

com suas malas de ouro...

Vejo o povo!

São vômitos de sangue e fósforo

que escorrem sobre as portas

arrombadas...

Zé Augustho Marques


Comentários:


Oi Zé Augushto.
Obrigada pelo lindo presente. Que inspiração divina a sua em descrever em versos com tanta sabedoria e propriedade o atual momento político do nosso Brasil. Parabéns meu querido e grande Poeta. Com sua autorização vou repassar aos amigos para que eles tbm possam admirar e compartilhar sua Arte.
Abração e bom findi.

Você merece todo meu carinho, respeito e admiração !!
.
Evanir Plaszewski
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Zé, achei lindo teu poema, mas ao mesmo tempo deprimente, pois retrata cruamente a nossa realidade, infelizmente.
Beijos
Saudades de vocês
Denise Borguetti

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Obrigada pelo "Lágrimas da Lei", quanta verdade! 
 Zé o meu elogio por mais esta Produção.

Até.... Um abraço,
Teresinha Eloy
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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Traça Biblió

Olha só
dona traça
não vá perder
tua bibliônica graça
pois o Guri Daltônico
poeta criança da praça
foi na vida, astronômico
Que de relógio louco
partiu faz pouco
no corpo de C. Urbim
para ser homônimo
no estojo da cabeça
de um colorido Querubim
com asas de um anjo
Pandorguinha sem ter fim....

Zé Augustho Marques


Comentário:
Zé Augusto, muito bom ter recebido o teu poema, embora todas as manifestações emocionem muito. Sabes muito bem o tamanho da ligação entre um autor e suas criações quando o trabalho e verdadeiro, ético. Escutei bem as tuas dicas para que a Biblió não perca sua graça, própria da Traça criada por nosso brilhante Carlos Urbim. Está difícil, fiquei abalada, triste... mas vai passar. Vou seguir difundindo a obra de incentivo à leitura e também a preservação dos livros tão defendidas pelo Urbim. Muito obrigada pela poesia. Já publiquei no meu Face e no da Biblió, com uma foto que foi registrada na abertura da Feira do Livro da qual o Urbim foi o patrono. Vou encaminha ao profissional que alimenta o site da Biblió logo que passe o feriado.
Forte abraço!

Dinorah Araújo




domingo, 1 de fevereiro de 2015

Divulgação


 

Medalhas

 

“O tiro da macaca” é quando tudo sai errado para alguém, e esse alguém

Resolve então “botar para quebrar”. Ninguém é culpado pelos erros e

Malfeitos dos outros. Mas quando as medalhas foram para o ventilador

Sobrou homenagem para todo mundo.

              Na Câmara todos ignoram os preparativos para essa cerimônia?

Ou ficaram, na moita, constrangidos? Constrangimento é uma coisa que para político não serve. Eles devem ser sempre atentos para tudo, foi para isso que vocês foram eleitos Atenção, políticos, agora vocês todos estão marcados. Já estão fazendo parte do anedotário político gaúcho.

          Agora quando se falar mais alto em medalhas, podem estar certos que é com vocês mesmos.

 

Luiz CV Coelho

Pobre Cutura do Rio Grande do Sul

LEIAM:


http://www.radioguaiba.com.br/noticia/as-vezes-o-trabalho-da-secretaria-da-cultura-nem-requer-tanto-recurso-afirma-victor-hugo/

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

AMOR FLAMENCO

 
                                    
Amar sin fin
y nuestro amor
por la danza...
y las furias de los braços
se convertían
invisíbles de ternuras
por salerosas dançarinas
no Amazonas
y luego la mano del sueño
abrió cielos de poesia
y nuestro amor renovado
puesto en las palmas
por nuevos aires "Del Puerto".
De plác, plác, plác...olé
Bis...

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

BEM-TE-VÍ


BEM-TE-VÍ

DA JANELA DO MEU

AMANHECER

PERCEBI A MANCHA AMARELA

NA CABEÇA DE AQUARELA...

PIAVA DE PIU EM PIU

JÁ O CONHECIA

APROXIMEI-O DE VISTA

E ÂNGULO....

BEMTEVISION AO BEIRAL DA FOME.

JÁ O SABIA NÃO SABIÁ

SOMOS ÍNTIMOS

DE NOSSAS MANHÃS!

 

Zé Augustho Marques

sábado, 20 de dezembro de 2014

Lina Bo Bardi


LINA BO BARDI E O SENTIDO DA ARQUITETURA

 A modernização do país idealizada nos anos de 1920 vem a tona na segunda metade da década de 50. Com a derrota da seleção brasileira na copa do mundo no Brasil e o suicídio do presidente Getúlio Vargas, o brasileiro perde a autoestima e mergulha na tristeza. A eleição do presidente Juscelino Kubitschek, em 56, e seu projeto desenvolvimentista inaugura no país uma nova era, a cultura brasileira assume uma posição de vanguarda. No mesmo ano da posse de JK acontece o lançamento da arte e da poesia concreta. Flávio de Carvalho escandaliza com a invenção da roupa para o homem dos trópicos, desfila no centro comercial em São Paulo de mini saia e meias de bailarina.
O brasileiro recupera a alegria e a confiança com a vitória da seleção brasileira na Europa em 1958, com um futebol arte que subverteu as regas do futebol europeu e encantou o mundo principalmente nas pernas tortas de um bailarino da bola muito mais preocupado com o riso do que com o gol, Mané Garrincha, sem esquecer o talento do jovem Pelé. O sonho de Brasília vira realidade. A arquitetura moderna, a Bossa Nova e o Cinema Novo confirmam a modernidade do Brasil.
Na Bahia, o governador Juracy Magalhães e o reitor Edgar Santos são os agentes fundamentais desse processo de modernização e da produção cultural no Estado, quando a Universidade tinha uma participação mais decisiva no cotidiano da cidade. É nesse ambiente que Lina Bo Bardi desembarca em Salvador trazendo uma bagagem com as referências da arquitetura moderna europeia, desconfiada com o funcionalismo e da linguagem formal e objetiva desprovida de significados capazes de promover a identidade cultural. Desconfiança que o filósofo alemão Heidegger já havia diagnosticado com muita propriedade quando afirmou que a crise da arquitetura não era uma crise de alojamento e sim uma crise do sentido do habitar.
A presença de Lina foi decisiva não só para a arquitetura mas para a cultura baiana que ensaiava a modernidade. E o impacto das matrizes da cultura popular do Nordeste foi marcante na transformação da obra de Lina. Com certa distância, faz me lembrar a experiência de Hélio Oiticica, quando sobe o morro da Mangueira com a arte construtiva: Mondrian, Malevith mais fenomenologia de Merleau-Ponty na cabeça e lá encontra o samba, redescobre o corpo e volta para o asfalto ou para a zona sul carioca com um problema para a arte: o Parangolé e a participação do espectador, um marco na arte brasileira, que faz dele o mais brasileiro e o mais universal dos artistas.
Lina chega na Bahia com a cultura e a arquitetura moderna europeia, a dúvida não explicita com a funcionalidade e um olhar moderno sobre o passado e as tradições da cultura local, mas com uma sensibilidade que surpreendia a racionalidade da arquitetura e do design moderno. Ao se defrontar com a cultura popular do Nordeste e seus produtos repensa o significado da arquitetura, não mais como uma obra individual e sim coletiva que dá forma as nossas experiências e sensações e qualifica o espaço. O arquiteto em parceria com o operário tira partido da técnica e das possibilidades poéticas dos materiais de construção, seja: concreto armado ou madeira. Desse encontro de culturas inventa a escada do Museu de Arte Moderna da Bahia. Que não sabemos direito se é realmente uma escada, uma escultura, uma instalação ou um monumento a esse milenar invento do homem para dominar o espaço.
O centenário de Lina Bo Bardi poderia ser um pretexto para se interrogar o que seria uma arquitetura moderna brasileira. Diferente da identidade nacional buscada por Lúcio Costa, a arquiteta de origem italiana, antes de mais nada, reconhece que o homem confere significado a sua existência também através da arquitetura, sobrevive ao naufrágio dos valores modernos e libera a arquitetura da ordem estrita da funcionalidade, como uma expressão do pensamento e do sentimento, possivelmente uma herança do expressionismo. Gropius, o criador da Bahaus, na leitura do historiador Giulio Argan, curiosamente, defendia uma arquitetura sem fins práticos.
Nem mesmo a arquitetura de Niemeyer com suas curvas sensuais inspiradas na geografia do Rio de Janeiro e na anatomia feminina  é mais brasileira que as edificações  despojadas com a marca do inacabado de Lina Bardi. Na minha percepção, o pensamento da arquiteta é projetar e edificar para recuperar o sentido da arquitetura ou a paisagem de uma subjetividade negada pela objetividade moderna. Compreender a singularidade da obra de Lina é aprender uma lição: a arquitetura antes de ser habitável, é ideia.

Almandrade
(artista plástico, poeta e arquiteto)

 

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Paraíso Feminino


 
 

         PARAÍSO FEMININO

 

Trates este paraíso

como um livro feminino

com quantas mulheres

forem naturais

para beber nas fontes

sais marinhos

de horizontes...

 

E de cabeça

para baixo

saio madrugador...........

 

Zé Augustho Marques