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quinta-feira, 12 de junho de 2014

SORRY SELEÇÃO

 
detalhe: O Cristo da Copa por Fernando Baril
 

 

 

Hap-funk-sambagode-religião

Eu sou brasileiro

mas quero meu povo feliz

Sorry seleção...

Tá todo mundo plugado

no time do Felipão

mas o povo coitado

é carregado como gado

no metrô ou no buzão.

E vive como pode

num traguinho ou num pagode

dando cabeçada feito bode

para chegar no trampo

e dar de cara com o grampo

do bandido ladrão

que da polícia foge

toda hora de montão.

Porisso eu quero um dia

ser todo brasileiro cidadão

Sorry, sorry, seleção...


foto Ieda Cabrera

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Drummond pichado...

 
 
 

          O que fizeram contigo Drummond neste Natal?

A exceção da verdade poética da tua alma prevalece na injúria contemporânea da difamação, na calúnia de algum mau José e na desporrada tinta que sangra sobre teu corpo que ainda pensa o porque dessa Maria pichatriz que setencia a tua poesia imortal! Mas a excelsa corte dos poetas vai puní-los com 2014 estóicos poemas e não os livrará do eterno cárcere da culpa...

 

Zé Augustho Marques

Poeta e crítico de Artes

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

MEDO


                                          

 

Já não tenho medo da chuva

porém tenho medo dos pingos

que anunciam o medo

das vidraças nubladas...

 

Enfrentar o medo

é como queimar as mãos

no fogo das geleiras

 

É como enfrentar

um dragão

com amuletos e santinhos

 

A lua não medra

de seu eclipse

nem o sol de sua sombra

 

Desde então, algum dia

o medo me parece ser

uma canção adormecida

em começo de outono...

 

Os pássaros não tem medo

do vento!

Só de outros pássaros

desconhecidos...

 

Os elefantes?

tem medo sim, dos ratos...

Porque entram em suas trombas.

Asfixiam-os...

 

A língua talvez tenha medo

do pensamento.

Mas não tem medo

de morder a si própria.

 

Um anel de ouro

não tem medo dos dedos

mas a mão receia

por eles...

 

Os ratos só tem medo

dos laboratórios!

 

Uma nuvem pode ser

um vestido no céu.

Mas pode ser um tapete

de maus presságios...

 

O medo é uma abstração

na tela figurada

de uma engasgada coragem.

Ou, um sonâmbulo amor

perfumado de paixão

perto dos remédios...

 

Será que o medo

está subordinado aos interesses

comerciais e economicos

dos pássaros?

 

Ou o medo está temente

ao Deus Google da informação?

 

Penso que o medo

deveria estar terceirizado...

Pagaríamos alguém para ter medo!

Por nós!

 

E o medo do armário?

Das gavetas?

Das portas entreabertas?

Da portinhola que range?

Da escada que sobe?

Do galho que balança?

Do uivo

Do mordomo?

Do tic - tac da meia noite?

Do toc - toc na porta?

 

Porta que abre e fecha

para tantos medos...

 

Medo de escreve cartas ridículas!

Medo de dizer não!

Medo gelado...

Medo que a religião tem

das ciências e vice – verso.............

 

Zé Augustho Marques



 

quinta-feira, 23 de maio de 2013

RAP DO VALÃO


              

Olha aí seu cidadão

lixo não se joga no valão

nem na rua e no parcão

nem, nem, nem no calçadão

muito menos no Ipirangão

riacho que corta a cidade

que já tá cheia de calamidade

e, de muita confusão...

Pois vamos mudar esta ação

porque pneus, geladeira e "televisão"

não SÃO descarte e nem abstração

prá sujar o presente

dessa infame abjeção

á na hora da nova abolição

e por fim a escravatura

dessa falta de educação

com muita fé e abnegação

de quem quer esta acepção:

ou vive no limpo

ou vévi no lixão

Olha aí seu cidadão

não escolha pela abstenção

diga não e diga não

ão, ão ão

que lixo não se joga

no valão

 
foto e texto
Zé Augustho Marques

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

COBRA





COBRA É UM SINAL

VERDE NATUREZA

GULA VARIETAL

NO SÍTIO DO ZÉ E DA IEDA

LIVRE COMO ALTEZA

SOLTA É UMA BELEZA

OLHAR DA GENTILEZA...

 

Zé Augustho Marques

Poeta e Crítico de Artes


foto-Ieda Cabrera

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

LEÃO BRANCO


              

 
BERRÃO FRANCO

NA SUA ALVURA MUSICAL

OLHAR DA CULTURA

DE UM REI ESPACIAL

LAYOUT BRANCO

 

Zé Augustho Marques

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

MIRÓ



 

                Miró da Dalmácia

               De sono e bolinhas pretas

               Do sítio à Galáxia

 

Zé Augustho Marques


domingo, 7 de outubro de 2012

MEMORIAS...




 
MEMORIAS DE UM MUNDO
QUE PENSAVA MELHOR...
POESIA,
ARTE,
CINEMA, MÚSICA E
IDEAIS DE PAZ...

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

IMPRENSA E CRÍTICA


              

Uma das coisas que liberta o pensamento individual e também dessa geléia geral, que é sincréticamente um lixo lógico da tradição Macunaímica brasileira de não autocriticar-se ou intuír-se, ainda, pela lei do "jeitinho", passa pela imprensa e pelas grandes redes de comunicação. Porque é, justamente esse pensamento crítico que nos falta. Com o objetivo expresso de contribuir para a pesquisa do conhecimento aprofundado do jornalismo. E de apoiar a formação e o desenvolvimento de jornalistas, com a ambição de gerar o conhecimento crítico sobre o quarto poder livre. Nossa "Democracia" ainda é asmática porque a imprensa não respira verdadeiramente livre. Livre para vigiar outros poderes estranhos à informação e aos direitos do cidadão. Precisamos saber de nossas raízes para projetar os verdes louros de nossas flâmulas. E aprender que teoria e prática são filhas gêmeas do pensamento que liberta movimentos ocultos por baixo das superfícies pantanosas e ocultas que nos roubam garantias de um futuro melhor. Pense. Pare. Pergunte. Critique.
 
texto-foto,arte: Zé Augustho Marques

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

PARA MORRER DE MEDO



 

AINDA NÃO

ESTÁ NO GELO OU NO FOGO

NA POESIA OU NA ARTE

ESTÁ NO TAMANHO A SOLUÇÃO

DA VONTADE DE CADA QUAL

DESLOCADA OU FIXA

ESTÁ E ESTEVE A REVOLUÇÃO

NO SISTEMA NERVOSO

NO FUXICO DAS INTERNETES

NA GENEROSIDADE DAS PIRIGUETES

NA VASSOURA DAS EMPREGUETES

VARREDURA DO LIXO CRÍTICO

E NAS MERDAS DO POLÍTICO

ESTEVE E ESTÁ A INDIGNAÇÃO

DO POVO E DA CORAGEM

DE MUDAR NO VOTO

NESSA E NA PRÓXIMA ELEIÇÃO

 

arte-foto-texto:Zé Augustho Marques

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

CIRANDA


CIRANDA

CIRANDA MINHA

MENINA FRÁGIL

DA MINHA INFÂNCIA...

RODA-RODA

ALÉM DA LINHA

ENROLA NO DESTRAVAR

DAS LÍNGUAS - FITAS TODAS

A CANTAR...

VAMOS DAR A MEIA VOLTA

VOLTA E MEIA PRÁ DANÇAR...



Zé Augustho Marques
foto Ieda Cabrera

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

BRENNAND



               

  O mágico da arte Armorial Brasileira



Francisco Brennand, antes de ser artista plástico e escultor, é um romanceiro da arte erudita impregnada pelas raízes populares do nordeste do Brasil. Faz da música de viola, rabeca ou pífano "seus cantares" escultóricos com espírito e forma das xilogravuras de "folhetos" do folclore e sacro nordestino. Um poeta totêmico golpeando o barroco com sentidos fálicos que vão além...



Zé Augustho Marques

quinta-feira, 26 de julho de 2012

RESSALVA POÉTICA



Às vezes fico pensando que a morte da pintura está mesmo próxima. Demais. Toda essa nova pintura, sem desenho, partícipe do não tem início, meio e fim, partem de uma mentalização anacrônica e copista de si mesma. Salve os silvos de exceção. Percebe-se que a máscara do lobo não traz a familiaridade que se tem com os tres porquinhos... Toda atmosfera dessa arte "contemporânea", carrega uma força de evocação tão abrangente em seus códigos abstratos, onde o outro, ou o eu, possa encontrar um pouco de si, que o meu si mesmo, deixa de ser insrumento gramatical e preposicional, ou seja,posto antes de ser arte, antes mesmo de ser contemporâneo ou atual. Se lá no Houaiss diz que contemporâneo é o que é da mesma época; o que é atual, então eu posso contemporizar que toda arte desde os tempos,das cavernas, é contemporânea! Então, esse continuismo contemporâneo de apeans algumas poucas décadas que bate continência aos seus adjacentes e eventuais artistas, deve estar no mínimo contextualmente contestando sua validade de contradizer-se na réplica de seu conteúdo, contigenciado ou aquinhoado pela mídia burra! Que espetáculo de contextura arteteatral que vivemos  , nessa contemporaneidade continente cercada de oceanos de dúvidas e respostas irressarcíveis...  Não sei até quando?



foto-textoZé Augustho Marques

quinta-feira, 14 de junho de 2012

A CRÍTICA NA CLÍNICA



Pelos dias de hoje, ao crítico de artes, seja ele da sétima ou de quinta , não cabe apenas ranqueá-las com estrelinhas ou negritos coloridos nas páginas de revistas ou jornais. Teoria e prática do conhecimento são requisitos imperiosos para o crítico escapar da crítica que venha ter longevidade e não atenuidades presentes, onde a superficialidade das palavras e justificativas do que é bom ou ruim, não se tornem apenas gêneros de graduação, chanchadas pela pieguice de críticos que só sabem dar dicas de consumo limitados pela desarticulação dos processos culturais, que a nova burguesia desintelectual exige! Façamos da crítica um, privilégio do saber e do ensinar arte através dos tempos... Sem termos papagaísticos com roupagens travestidas de impressionismos contemporâneos, como que só o que redunda em torno de um plim-plim é que vale, como reza santificada, por velhinhas carpideiras atirando migalhas de pão aos corvos...


texto-Zé Augustho Marques
foto-Laurent Schwebel