quarta-feira, 23 de julho de 2014

BUMMMMMMMMMMMMM

Suassuna no Santander Cultural em Porto Alegre
foto Rosane Scherer
 
na foto inusitada, registramos um mestre das artes debochado e
desassistido em momento surreal quando de sua presença
em nossa cidade..............
 
AS LENDAS COMO ARIANO, NÃO MORREM............
VIVAM SUAS POÉTICAS SUASSUNAS.
 
 

terça-feira, 22 de julho de 2014

Aniversário de 5 anos de Ana Luíza (afilhada)




Ana Luíza com os pais e o dindo

Missiva Chata


 


Querida mamãe:

      Melhor que escondesse o fato e não lhe rabiscasse esta missiva chata que ora lhe estou a repassar.

      Faleceu, ontem, aqui na Terra, lá em Campinas, o educador, escritor e mais uma porção de coisas Rubem Alves, um gajo que era mineiro de nascimento.

      Estava velhinho, aos 80, mas tão jovem ainda e sábio, quando parava para dar um parecer qualquer. Fazia gosto lê-lo ou lhe escutar uma palestra.

      Dou-lhe o acontecido, em primeira mão, porque a senhora, também, na sua simplicidade de serrana inculta nas letras, foi uma baita educadora. E sem o saber que era.

      Portanto, a lamentar, morreu-lhe um colega de ofício que, igualzinho à senhora, mais parecia um poeta da educação.

      Quantas e quantas vezes, guri magricela e mui perguntador, eu não vi e ouvi a senhora indagando à professora Elda se este um, aqui, já estava desasnando, porque queria que eu fosse gente”! A senhora sabe que não fui longe, mas estou aqui, meio a amigos supimpas, todos águias e esbajando cultura. Para ser breve, vou citar só três cobrões: o Silmar, o Bordin e o Zé Poesia.

      De volta à professora... Interrogada, a filha de Seu Cazuza, de riso fácil no rosto, repetia o de sempre.

      – Sim, mulher. Só continua perguntadorzinho que é uma coisa! E conversador, também. Mas aos poucos o bichinho vai desasnando, sim, Beatriz.

      Mesmo que a senhora, mamãe, o importante educador – falecido ontem e autor de mais de 120 obras publicadas – só queria uma nova educação para a vida e para os exercícios da liberdade. Fez de tudo em prol. Quer dizer, um romântico igualzinho à dona das bananeiras do Camará.

      Estou aqui, eu e muita gente mais, nesses Brasis, por aí afora, todos jururus. Chateados à beça com o passamento do “cronista, pedagogo, poeta, filósofo, contador de histórias, ensaísta, teólogo, acadêmico, autor de livros infantis e até psicanalista” (in O POVO, Fortaleza, 20/07/2014, 2º Clichê, p. 2).

      Olha só, mãinha, aí do infinito das Mercês de Cima, até o Padre Fábio de Melo, no Twitter, opinou sobre a saudade que o figurão nos deixa: “Partiu Rubem Alves. Ao morrer mais um dos grandes, cresce nossa orfandade”. É e é mesmo!... Órfãos de uma enorme cultura que se vai.

      Ai, mommy, o seu menino é mesmo sem jeito. A professora Elda tinha razão. Continuo aquele falastrão incorrigível, por isso vou ficando por acá, como se diz lá na Argentina do baixote Maradona.

      – B e n ç a, mãe! O Rubem já deve estar chegando por aí.
 
João Gomes da Silveira

Fort., 20/07/2014.

[Carta publicada no Recanto das Letras]

sábado, 19 de julho de 2014

ROSA FRANCO

 


rosaROSA É MAIÚSCULO NA SUA ARTE DE CANTAR SORRINDO
E
INTERPRETANDO SONHOS SEUS E SONHOS MEUS DE TODOS
QUE GOSTAM DE BOA MÚSICA E CANÇÕES COM ARRANJOS
BEM FEITOS, DELICADOS, ESTUDADOS, POÉTICOS,COM CHEIRINHO
DA NOITE E GOSTO DE SAMBA BOM...............
ROSA É FRANCO ATÉ CANTAR
E TEM NESSE CD O AUXILIO LUXUOSO DO GELSON OLIVEIRA
NOS VOCAIS EMAISSSSSSSSSSSS...
NÃO DÁ PARA NÃO OUVIR......
ZÉ AUGUSTHO MARQUES
 

sexta-feira, 18 de julho de 2014

João Ubaldo

 
TIVE a oportunidade de conhecê-lo, com sua afetividade incomum
de literato maior. SUA excelência com a escrita era simplesmente genial, um contador de
causos incomparável.......assim como sua poética literária.
JOÃO UBALDO ESTÁRÁ PARA SEMPRE NOS LIVROS NO SUPERLATIVO
DE UBALDÍSSIMO IMORTAL.
ZÉ Augustho MARQUES
FOTO ROSANE SCHERER
COM O NOSSO FALA BRASIL
 
 
 
correio do povo

ABL decreta três dias de luto por morte de João Ubaldo Ribeiro

Velório do escritor acontece no Salão dos Poetas Românticos da Academia

A Academia Brasileira de Letras (ABL) determinou luto de três dias por causa da morte do escritor João Ubaldo Ribeiro, que morreu na madrugada desta sexta-feira em decorrência de uma embolia pulmonar. O escritor foi eleito, em 7 de outubro de 1993, como sétimo ocupante da Cadeira número 34 da ABL na sucessão do jornalista Carlos Castello Branco. O velório do escritor acontece no Salão dos Poetas Românticos da Academia, desde as 13h.
O presidente da ABL, Geraldo Holanda Cavalcanti, determinou que a bandeira da Academia seja hasteada a meio mastro. “É uma grande perda para a Academia, para o romance e o jornalismo nacionais . João Ubaldo Ribeiro deixa uma obra de excelência. Estamos todos muito chocados com a notícia”, disse.

A ex-presidenta da ABL Nélida Piñon disse que a morte de João Ubaldo Ribeiro não é uma perda somente para a literatura brasileira, mas também para a língua portuguesa. A escritora ressaltou que João Ubaldo faz parte do grupo de notáveis do Brasil.

"De modo que perder um homem com essa estatura é uma tristeza e, sobretudo, porque era um moço, de 73 anos, em plena campanha criadora e reflexiva, que ainda tinha muito a dar ao Brasil. E sem falar que deixa os amigos, a família, a Berenice, sua mulher formidável, grande amiga de todos nós e a Academia Brasileria de Letras, sem uma pessoa que faz parte do nosso núcleo afetivo", destacou.

"É uma grande perda para a Academia, para o romance e o jornalismo nacionais. João Ubaldo Ribeiro deixa uma obra de excelência. Estamos todos muito chocados com a notícia”. João Ubaldo deixa viúva Berenice Ribeiro e quatro filhos: Bento, Francisca, Manuela e Emília.

O escritor, jornalista e acadêmico João Ubaldo Ribeiro foi ganhador do Prêmio Camões de 2008, maior premiação para autores de língua portuguesa. Escreveu os romances Sargento Getúlio, O Sorriso do Lagarto, A Casa dos Budas Ditosos e Viva o Povo Brasileiro, que chegou a ser tema de samba-enredo da Escola de Samba Império da Tijuca, no carnaval de 1987, no Rio de Janeiro.

Nascido em Itaparica (BA), com 2 meses de idade, a família mudou-se para Aracaju, onde passou parte da infância. Seu pai, Manuel Ribeiro, advogado de renome na capital baiana, e também professor, não admitia a ideia de ter um filho analfabeto e, em 1947, contratou um professor para dar aulas particulares.

João Ubaldo estreou no jornalismo em 1957, trabalhando como repórter no Jornal da Bahia. Depois transferiu-se para a Tribuna da Bahia, onde chegaria a exercer o posto de editor-chefe. Juntamente com Glauber Rocha, editou revistas, jornais culturais e participou do movimento estudantil em 1958.

Em 1964, João Ubaldo parte para os Estados Unidos após conseguir uma bolsa de estudos da embaixada norte-americana, para fazer mestrado em ciência política na Universidade da Califórnia do Sul. O escritor tinha uma coluna nos jornais O Globo, além de colaborar com periódicos da Alemanha, Portugal, O Estado de São Paulo e A Tarde.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Sêneca

 
                         
Penso que muitos poderiam ter atingido a sabedoria, se não se tivessem imaginado ter chegado até ela, se não se tivessem fingido certas coisas em si mesmos, se não passassem por outras com os olhos fechados SÊNECA Da tranqüilidade do ânimo,


Espetacular

 
Garota de 14 anos arrasando e tocando Vivaldi na guitarra

Este solo incrível que você verá a seguir é conhecido como “Tributo a Vivaldi” tocado pela Tina, uma garota de apenas 14 anos em sua guitarra Excalibur. O movimento é Presto, de Summer da canção Quatro Estações de Antonio Vivaldi.
 
Reproduzir o vídeo


SAUDADES del tiempo

Para Andréa Del Puerto
 
 

Maguila

 

 
 
 
 
A DEMÊNCIA DO BOXEADOR [516]
por João Gomes da Silveira
Ídolo, ontem, tigre e grande atleta,
no boxe pelo público aclamado;
hoje, num leito de hospital vegeta
o ex-campeão, enfim, nocauteado.
Pelos ossos do ofício esclerosado,
inda varão Maguila sai da reta;
primeiro, pelos golpes machucado,
depois já pelo Alzheimer que o deleta.
Na vida ativa, fora o combatente,
senão perfeito, mas de tantas glórias;
no ringue, o bravo, o baita vencedor.
Do velho ás, agora tão doente,
sequer ninguém relembra das vitórias
– e o solitário fina-se, em torpor.
Fort., 16/07/2014.
 




sequer ninguém relembra das vitórias

– e o solitário fina-se, em torpor.
 
Fort., 16/07/2014.

terça-feira, 15 de julho de 2014

Aulas de Acrobacia e Circo

 

Companhia Atmosfera promove aulas de Acrobacia e Circo

 
Atividades coordenadas por professores especializados são um convite à experimentação e à superação dos limites do corpo
 
Já pensou em manter o corpo tonificado, alongado, se divertir, sentir a sensação de voar e de superar os seus limites? E se tudo isso estiver em um mesmo lugar? A Companhia Atmosfera convida o público a fazer parte de suas aulas e a encontrar o prazer de estar com seu próprio corpo, de uma maneira diferente e lúdica. As atividades são ministradas pelos professores e acrobatas Ridan Albuquerque e Carlo Cancelli e ocorrem, de forma permanente, no Studio de Dança Mara Noschang, em Porto Alegre (mais detalhes no “Serviço”). 
 
Sobre as aulas:
A Companhia Atmosfera, além de seus espetáculos, ministra workshop e oficinas artísticas. Segundo Ridan Albuquerque “A prática e o aprendizado em arte melhora o ser humano como um todo. Nas aulas, o aluno encontra o espaço propício para expressar, conviver e interagir no mundo em que vive. Acreditamos na arte como ferramenta de transformação pessoal e social”, opina.
 
A oficina de Acrobacia e Circo é destinada para qualquer pessoa que queira participar de forma lúdica do treinamento de técnicas circenses acrobáticas de solo e aéreas (tecido, trapézio e lira). O curso busca, por meio do trabalho de pesquisa nos aparelhos propiciar ao aluno um espaço de descoberta da sua expressividade corporal, utilizando técnicas da dança, do teatro e do circo.
 
As aulas são de caráter permanente, dando continuidade ao processo de treinamento físico. Tem como objetivo desafiar os limites do próprio corpo, despertar a consciência corporal, desenvolver a tonificação muscular, a melhoria na amplitude articular e no bem-estar físico e emocional. O local dispõe de equipamentos circenses aéreos e de solo no padrão internacional, professores capacitados, ambiente climatizado e sala com espelho.
 
 
Sobre os professores:
Ridan Albuquerque é pesquisadora da Arte do Movimento, praticante de dança e acrobacia, trabalha como atriz, produtora, artista circense (contorcionista, palhaça, acrobacias, perna-de-pau, volante, acrobacia aérea - lira, rede, trapézio, tecido), diretora, bailarina e professora (circo, teatro, alongamento e expressão corporal). É formada em Licenciatura em Teatro pelo Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Pós graduanda na PUC-PR no curso de Atividades Acrobáticas do Circo e da Ginástica pela Faculdade de Educação Física. Atualmente, é professora de Teatro/ Ed. Artística na rede estadual de ensino da Secretaria Estadual de Educação do Estado do Rio Grande do Sul. Sócia-proprietária e artista da Companhia Atmosfera. Pratica dança e acrobacia. Iniciou sua carreira circense no Circo Teatro Girassol e, após, como sócia-proprietária da Cia Mundo Paralelo/Boraimbolá, com a qual foi contemplada com três Prêmios Funarte/Carequinha de Estímulo ao Circo.
 
 
SERVIÇO:
O Quê: Aulas de Acrobacia e Circo, com Ridan Albuquerque e Carlo Cancelli
Quando: Inscrições abertas permanentemente
Investimento:
Valores da mensalidade das aulas regulares:
Pagamento no primeiro dia de aula, posteriormente sempre até dia 05 de cada mês 01 x por semana = R$ 130,00 
02 x por semana = R$ 160,00 
Horários: Terças e quintas-feiras, 20h30 às 22h. Vagas limitadas
Local: Studio de Dança Mara Noschang - Endereço: Rua José do Patrocínio, nº 541, Bairro Cidade Baixa. Fácil acesso. Estacionamento na rua em frente ao estabelecimento
OBS: Para Aula Experimental, cobra-se taxa de matrícula. Uma vez agendada, o aluno compromete-se a comparecer; em caso de ausência, não será remarcada.
Inscrições: companhia.atmosfera@gmail.com
Contato: Ridan Albuquerque - 51-83299996/ 84554962   
 
 
 
 
Assessoria de Imprensa:
Silvia Abreu (MTB 8679-4) - Fone s: 51 | 92772191 | 81336787

segunda-feira, 14 de julho de 2014

AS DAMAS DE BRANCO

AS DAMAS DE BRANCO  EM CUBA...........ESTÃO SENDO PRESAS

POR MANIFESTAREM-SE CONTRA O REGIME DE FIDEL E RAUL CASTRO........

ISTO É QUE É LIBERDADE......??????????????????

NÃO COMPARTILHEM COM ESTAS COISAS HORROROSAS......

DEU PRÁ TI FELIPÃO

Felipão...............................
FELIPÃO,
DE PAI DE UMA SELEÇÃO VITORIOSA
VIROU PADRASTO DE UMA AJUNÇÃO HORROROSA
DE DOMADOR DO CIRCO E DO LEÃO
VIROU PALHAÇO DO APAGÃO
DE TANTOS TÍTULOS INESQUECÍVEIS
NOS DEIXA SEM O HEXA
DE LEMBRANÇAS HORRÍVEIS
DE GRANDE HUMILDADE NO PASSADO

NOS DEIXA SUA SOBERBA DE LEGADO

MAS TUDO NA VIDA TEM DOIS LADOS

O DAS VITÓRIAS COM HONRA
E DAS DERROTAS  SEM VERGONHA

FELIPÃO VÁ DE FÉRIAS PARA FERNANDO DE NORONHA.............

DEU PRÁ TI BAIXO ASTRAL............

BOXE DO BRASIL FUTURO

A PRÓXIMA MEDIDA PROVISÓRIA DA PRESIDENTA DILMA

SERÁ CONVOCAR O PROGRAMA MAIS JOGADORES E MAIS TREINADORES

DE CUBA.................

E DEPOIS, SERÁ O QUE SERÁ...... MANDAR A SININHO-ATIVISTA

FAZER UM CURSO DE REABILITAÇÃO EM CUBA LIVRE, PARA TORNAR-SE

PRESIDENTA DAQUI HÁ UMAS 5-CINCO ELEIÇÕES......................

E DEPOIS............... O BRASIL SERÁ CAMPEÃO NOVAMENTE NO BOXE.

domingo, 13 de julho de 2014

BUMMMMMMMMMMMMMMM

a  REDE GLOBO CONTAMINA AS PESSOAS DE UMA FORMA TÃO

LARVAL E LAVAGEIRAL, QUE IMPRESSIONA ATÉ OS MAIS CÉTICOS

OU ATÉ OS MAIS LOGOSÓFICOS ESOTÉRICOS............

ESTA COPA DO MUNDO MOSTROU ISTO................ E MONSTROU ISSO..........

PESSOAS DESCONSOLADAS E XTREMAMENTE ABATIDAS PELA PERDA

DO HEXA............... E O QUE DIZER DAS NOVELAS?

LÉSBICAS FORÇADAS SEM VOCAÇÃO PARA O LESBIANISMO.......

PSICOPATA CONVENCIONADO A SÓCIOPATA VIRULENTO.............

GALVÃO UFÂNICO PALATODENTALIZADO FORA DOS TRILHOS..............

MESA DE HOMENZINHOS TELEGUIADOS PELO CAIO INEXPLICADOR......

JORNAL NACIONAL QUE MOSTRA BOMBAS NO ORIENTE MÉDIO

JOGADAS SÓ DE UM LADO E QUE NÃO MATAM CRIANÇAS INOCENTES...........

BUMMMMMMMMMMMMMMMM       ......EXPLODI DE TRISTEZA BURRA...........

ROCK AND ROLL

hoje É DIA DE LIVE AID DO ROCK IMORTAL

DIA DA FESTA E DO BARULHO POÉTICO E GUITARRÍSTICO

QUE TODOS NÓS MUITO CURTIMOS E VAMOS CURTIR PARA SEMPRE...........

DIA M U N D I A L DO R O C K..............................................................

VIRALATISMO VERDE AMARELO

FINDADO O FIASCO A NOSSA PIOR SELEÇÃO BRASILEIRA DE TODOS OS TEMPOS

PODEMOS FAZER ALGUMAS PREVISÕES PESSIMISTAS............

A PRIMEIRA DELAS É QUE SE CONTINUAR COMO ESTÁ, NÃO VAI NEM

CLASSIFICAR-SE PARA A COPA DA RÚSSIA...........

A SEGUNDA É QUE NÃO VAI GANHAR DE NOVO AS OLIMPÍADAS.......

E A TERCEIRA É QUE VAI NOS IMPUTAR UM NOVA ERA DE VIRALATISMO

FAJUTISTA COMPLEXICANTE ESQUIZOFRENIZADO MARACANÂMICO

RETROCOGNITIVO SINDROMINIAL MINEIRÂMICO DE SETE ERROS................

INESQUECÍVEIS...............

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Arthur de Faria

Sobre a Terra - Arthur de Faria e Omar Giammarco
Sobre a Terra (Omar Giammarco / Arthur de Faria) Omar: Voz, Piano e Violões Arthur: Voz, Piano de Brinquedo e Acordeom André Paz: Baixo bem na manha Gravado e mixado por André Paz na Loop Reclame,…
00:03:13
Adicionado em 09/07/2014
132 exibições
Carregando a visualização de vídeo do YouTube
Problema ao conectar a YouTube. Talvez o vídeo não exista ou somente possa ser reproduzido no YouTube. Tente acessar o site: https://www.youtube.com/watch?v=hy4QCm8Wr_Q

Música Menor, o trabalho a duo que estamos preparando, o argentino Omar Giammarco e eu, tá com mais uma música pronta, no ar: "Sobre a Terra".

O disco físico vai sair pelo Loop Discos. Antes vamos lançando música a música, com clipes.

Um compacto em vinil deve vir logo.

Espiem, espalhem. :)

Beijo nas mina e abrazzo nos mano.


Arturix

Ps. Pra quem não viu a primeira, "Esta Canción" >


Sobre a Terra
(música: Omar Giammarco / letra: Arthur de Faria)
 
Os filhos chegam ao mundo
Desassombrados, mudos, sem ar
Vem de Deus pra pais pasmos
Sem teste, sem ensaiar
 
Se os filhos crescem todos
Com mil perguntas, com mil porquês
Os pais respondem, prontos,
Certezas falsas, sins sem saber
 
No sem saber
Vai se saber
Qual é a data em que se vira pai de um filho?
E o filho ao fim
Apreende o pai
Em cada vão.
Não vês?
 
Filhos olham pro mundo
Com certo assombro inaugural
Pais que já estavam antes
Não vêem o mundo igual
 
Filhos vão pela noite
Ligando luzes para dormir
Pais usam do escuro
Pra pensar no seu devir
 
Escuridão
Luz, lampião
Pais que já foram filhos morrem de saudade
Da mão do pai
Que se apagou
Que já voltou
Pra Deus
 
Los hijos llegan al mundo
Con cierto asombro inaugural
Padres que ya estaban antes
No veen al mundo igual

Los hijos van por las noches  
Prendiendo luces para dormir
Los padres van a tientas
Siempre piensando en el porvenir
 
Faro de luz                                              
y oscuridad
Padres que fueron hijos sufren extrañando
A su Papá
Que ya no está
Porque volvió
A Dios...

Omar: Voz, Piano e Violões
Arthur: Voz, Piano de Brinquedo e Acordeom
André Paz: Baixo bem na manha

Gravado e mixado por André Paz na Loop Reclame, outono/inverno de 2014

Imagens: Pingo Alabarce e Victória Venturella
Montagem e finalização: Victória Venturella
 

terça-feira, 8 de julho de 2014

VERDADES VERDE AMARELAS

QUANDO TUDO ACABOU

A FESTA SOBROU

PARA OUTRO TEMPO VERDE AMARELO

TALVEZ MAIS ADIANTE

COM O POVO MAIS CONFIANTE

SEM ESTA FARSA DELIRANTE

DE MENTIRAS IRRADIANTES

QUE SÓ AS URNAS VÃO CONSERTAR

ESTA COPA DA FIFA

DEU DE SOBRAS MUITAS FALSIDADES

POIS É PRECISO NÃO CONFUNDIR

BRASILEIROS COM BRASILIDADES

NEM BURRICES COM VAIDADES............







BRASIL

sábado, 5 de julho de 2014

O tempo das palavras


Já não tenho paciência para algumas coisas, não porque me tenha tornado arrogante,
 
 mas simplesmente porque cheguei a um ponto da minha vida em que não me apetece perder mais
 
tempo com aquilo que me desagrada ou fere. Já não tenho pachorra p...ara cinismo, críticas em

excesso e exigências de qualquer natureza. Perdi a vontade de agradar a quem não agrado, de amar

quem não me ama, de sorrir para quem quer retirar-me o sorriso. Já não dedico um minuto que seja a

quem me mente ou quer manipular. Decidi não conviver mais com pretensiosismo, hipocrisia,

desonestidade e elogios baratos. Já não consigo tolerar eruditismo selectivo e altivez académica. Não

compactuo mais com bairrismo ou coscuvilhice. Não suporto conflitos e comparações. Acredito num

mundo de opostos e por isso evito pessoas de carácter rígido e inflexível. Desagrada-me a falta de

lealdade e a traição. Não lido nada bem com quem não sabe elogiar ou incentivar. Os exageros

aborrecem-me e tenho dificuldade em aceitar quem não gosta de animais. E acima de tudo já não

tenho paciência nenhuma para quem não merece a minha paciência.




 José Micard Teixeira

quarta-feira, 2 de julho de 2014

AMANHÃ VAI SER OUTRO DIA............

VAI TRABALHAR VAGABUNDO................

VAI TRABALHAR VAGABUNDO??

VAI TRABA-LHAR VA- GA- BUN- DO.............

" VAI TRABALHAR VAGABUNDO "

E..........ENTÃO SAIRAM DO SEMIABERTO..........

E DEPOIS...............

E AMANHÃ SERÁ OUTRO DIA...............

É GENTE HUMILDE.........QUE VONTADE DE CHORAR......

PAI, AFASTA DE MIM ESTE CÁLICE....................
VAI PASSAR............

VAI PASSAR O BLOCO DOS DESVALIDOS...........

E VOCÊ NÃO GOSTA DE MIM MAS A SUA FILHA GOSTA.............

E O QUE SERÁ QUE SERÁ?


terça-feira, 1 de julho de 2014

A ROTINA DE VOLTA AO PORTO

DEPOIS DE UMA MARAVILHOSA COPA EM PORTO ALEGRE

COM SEGURANÇA E TUDO MAIS DE BOM E REGULAR.............

AMANHÃ VOLTAREMOS A REALIDADE DA INSEGURANÇA, POIS

ESTAREMOS SEM POLICIAMENTO NOVAMENTE.............

ESTÃO VOLTANDO AO INTERIOR TÃO PREJUDICADO NESTES DIAS

DE COPA............... ALEGRIA QUE DUROU POUCO.............

BASTA QUE COBREMOS QUE VOLTE ESTA SENSAÇÃO DE SEGURANÇA...........

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Lei

A regra vale para as escolas da educação básica, ou seja, até o 9º ano de ensino.
Estadão Conteúdo / portal@d24am.com

 
 
As escolas de todo o país são obrigadas a exibir filmes de produção nacional, no mínimo, duas horas por mês.
 
Brasília - As escolas brasileiras terão de exibir, a partir de agora, filmes nacionais aos alunos. A determinação está presente na Lei nº 13.006, publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (27) e já está em vigor.
"A exibição de filmes de produção nacional constituirá componente curricular complementar integrado à proposta pedagógica da escola, sendo a sua exibição obrigatória por, no mínimo, duas horas mensais", determina a Lei. A regra vale para as escolas da educação básica, ou seja, até o 9º ano de ensino.
A nova Lei é assinada pela presidente Dilma Rousseff e pelos ministros da Educação, Henrique Paim, e da Cultura, Marta Suplicy.
Na verdade, a nova regra acrescenta o parágrafo 8º ao artigo 26 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional.

O autor do projeto, senador Cristovam Buarque (PDT-DF), defende que a arte deve ser parte fundamental do processo educacional.

Argumenta também, ao defender a proposta, que a criança que não tem acesso a manifestações artísticas usualmente se transforma em um adulto desinteressado por cultura e que por conta disso perde a chance de ter o "deslumbramento com as coisas belas". Cristovam também defendeu que o cinema é a arte mais fácil para ser levada às escolas.

BIENAL

O RETORNO DA BIENAL DE ARTE DA BAHIA


Depois de sessões livres no auditório do Museu de Arte Moderna da
Bahia para discutir uma possível mostra bianual de artes visuais, a 3ª
Bienal da Bahia, mais de 45 anos depois da 2ª, já não é mais uma
promessa, está com data marcada para a inauguração. Era uma
reivindicação e um fantasma que rondava o inconsciente dos artistas,
principalmente os mais jovens. As falas foram muitas, faltaram os
analistas. Nos últimos quarenta anos, não avançamos no pensamento, nem
construímos, ainda, uma política cultural mais efetiva, apesar do
investimento na mobilização de comunidades e operários da arte em
torno do tema, nesse País.


O relato de quem vivenciou e de quem acompanhou os acontecimentos,
mesmo distante no tempo, das Bienais da Bahia coloca em cena um
contexto diferente do momento que estamos vivendo, esquecido no fundo
da memória, importante para se retomar uma experiência, com as
referências históricas. O cenário das artes em 1966 e 68 era de uma
Bahia centro da descentralização da arte brasileira. A crescente
industrialização do nordeste, a SUDENE, o Centro Industrial de Aratu,
o Banco do Estado da Bahia inauguravam uma nova consciência no Brasil
e acreditava-se numa mudança na cultura do Nordeste, contexto
favorável para a Bienal da Bahia, a mais importante exposição de arte
do País depois da Bienal de São Paulo.


Na segunda metade da década de 1960, houve na Bahia uma força de
vontade de acompanhar as diversidades da vanguarda brasileira. Não
havia um procedimento de vanguarda, nem um pensamento, era mais um
inconformismo com a situação em que se encontrava a Bahia diante das
inquietações dos anos 1960: Contracultura, Tropicália,
experimentalismo e as rupturas dos suportes tradicionais. A vontade de
intercâmbio com a vanguarda resultou nas Bienais da Bahia, que contou
com a participação das manifestações mais importantes da época:
Concretismo, Neoconcretismo, Tropicália etc., fazendo de Salvador o
centro das artes plásticas brasileiras. Chegou a provocar o cenário
cultural local, contrário a uma atualização do meio de arte baiano.
Como o regime político do final dos anos 60 era pouco favorável a
liberdade cultural, surgiu o AI-5 e a 2ª Bienal foi fechada. Foi o fim
de uma iniciativa que deixou a arte brasileira de luto.


Sem um projeto de continuidade, falta de interesse por mudanças por
parte de artista e críticos da cultura local, o futuro da Bienal
estava condenado. A segunda Bienal foi fechada logo após a
inauguração, em decorrência do momento político crítico que passava o
País. A mudança cultural esperada com a industrialização, não passou
de um sonho. A realidade cultural e política hoje é outra, mas é
preciso conhecer o passado para dar um passo adiante.


Uma mostra de arte de repercussão nacional é o objeto da ansiedade de
artistas locais e a coisa prometida do Estado que merece uma atenção
mais depurada, principalmente em tempos de bienais, curadorias e
residências artísticas, a expectativa é diferente da década de 1960.
As discussões promovidas pela direção do museu foram oportunas,
colocaram sobre a mesa questões pertinentes que ultrapassaram as
possibilidades da realização da mostra, como: as próprias ações, não
só do MAM, como também dos outros museus de arte, o estágio em que se
encontra a formação dos artistas e a arte nos dias hoje. Entre a
burocracia dos editais, as leis de incentivo e a superioridade do
mercado, os museus se encontram numa corda bamba, sem recursos para
realizar seus projetos e manter uma programação livre de pressões
externas alheias aos compromissos culturais da instituição.


Se o MAM deve, ou não, promover uma mostra nacional de arte, não vem
ao caso. Primeiro é necessário que ele disponha de um projeto
curatorial mais amplo capaz de driblar a burocracia e as pressões
externas. O dispositivo de sustentação para garantir que a referida
mostra não seja uma grande festa isolada, que acaba com uma ressaca no
dia seguinte. Afinal, museu não é instituição de caridade para adotar
'artistas carentes" e muito menos casa de eventos à disposição de
proponentes e patrocinadores que querem divulgar suas marcas. Embora
muitas salas de exposição se encontrem atualmente à espera de
propostas premiadas nas loterias dos editais, alguns projetos até nem
precisariam apelar pra sorte para ter visibilidade e aprovação, são
necessárias ao circuito cultural.


Depois que a cultura foi dominada pela barbárie, numa sociedade que
privilegia a produção de mercadorias culturais, o pensamento foi
derrotado pela indústria do entretenimento e o poder do mercado. Quem
acaba decidindo o que é arte, é o mercado, com o apelo publicitário,
ele impõe o valor e a legitimação. As feiras mobilizam os
investidores, superaram em termos de expectativa as bienais de arte,
que foram transformadas em supermercado de periferia, com produtos
mais em conta para o consumidor de classe média. Não se acredita mais
na linguagem, mas no valor de troca. O pensamento é o líquido
derramado que brilha na superfície da obra, com prazo de validade
limitado. Se o objeto de arte for um falso brilhante, não importa,
satisfaz à chamada economia criativa.


O público de formação estranha à história da arte procura um
investimento seguro. Uma bienal de arte, como uma feira de automóveis,
se não for um banco de informações confiável, trás para o mercado
novidades para estimular ou chamar a atenção do consumidor. Mas com um
mínimo de inteligência, pode contribuir para informar e transformar o
meio de arte, neste caso, a 3ª Bienal da Bahia com o tema "Nordeste",
espera-se colocar a região no cenário nacional e chamar a atenção para
a necessidade um um aprofundamento da linguagem artística na região.
Embora o Estado, em nome de uma democracia cultural, prefere investir
na formação de proponentes, em cursos de preenchimento de formulários
e de formatação de projetos, em detrimento da crítica, da informação
de artista, formação de público, capacitação de recursos humanos e da
qualificação dos espaços culturais.


A discussão pré bienal promovida pelo MAM-Ba valeu a pena, a
reconstrução da história é favorável ao pensamento, a cultura lucra.
Nem tudo é absurdo e bizarro. A 3ª Bienal deixou de ser um sonho, mais
adiante, depois de inaugurada, merece um avaliação crítica.


Almandrade

(artista plástico, poeta e arquiteto)

domingo, 29 de junho de 2014

Muito bom...

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COISA...


A palavra "coisa" é um bombril do idioma. Tem mil e uma utilidades. É aquele tipo de termo-muleta ao qual a gente recorre sempre que nos faltam palavras para exprimir uma idéia. Coisas do português.

Gramaticalmente, "coisa" pode ser substantivo, adjetivo, advérbio. Também pode ser verbo: o Houaiss registra a forma "coisificar". E no Nordeste há "coisar": "Ô, seu coisinha, você já coisou aquela coisa que eu mandei você coisar?".

Coisar, em Portugal, equivale ao ato sexual, lembra Josué Machado. Já as "coisas" nordestinas são sinônimas dos órgãos genitais, registra o Aurélio. "E deixava-se possuir pelo amante, que lhe beijava os pés, as coisas, os seios" (Riacho Doce, José Lins do Rego). Na Paraíba e em Pernambuco, "coisa" também é cigarro de maconha..

Em Olinda, o bloco carnavalesco Segura a Coisa tem um baseado como símbolo em seu estandarte. Alceu Valença canta: "Segura a coisa com muito cuidado / Que eu chego já." E, como em Olinda sempre há bloco mirim equivalente ao de gente grande, há também o Segura a Coisinha. [Incentivando crianças ao uso de baseado???!!!]

Na literatura, a "coisa" é coisa antiga. Antiga, mas modernista: Oswald de Andrade escreveu a crônica "O Coisa" em 1943.

"A "coisa" é o título de Romance de Stephen King.

Simone de Beauvoir escreveu "A Força das Coisas", e Michel Foucault, "As Palavras e as Coisas."

Em Minas Gerais , todas as coisas são chamadas de trem. Menos o trem, que lá é chamado de "a coisa". A mãe está com a filha na estação, o trem se aproxima e ela diz: "Minha filha, pega os trem que lá vem a coisa!".

Devido lugar: "Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça (...)". A garota de Ipanema era coisa de fechar o Rio de Janeiro.

"Mas se ela voltar, se ela voltar / Que coisa linda / Que coisa louca."
Coisas de Jobim e de Vinicius, que sabiam das coisas.

Sampa também tem dessas coisas (coisa de louco!), seja quando canta "Alguma coisa acontece no meu coração", de Caetano Veloso, ou quando vê o Show de Calouros, do Silvio Santos (que é coisa nossa).

Em 1997, a NASA lançou a "Missão Mars Pathfinder", enviando um robô para explorar Marte. O mecanismo foi programado para ser acionado a partir do som de uma música e a escolhida foi um samba de Jorge Aragão/Almir Guineto/Luis Carlos da Vila. Assim, o robô da Nasa, foi "acordado" com a música: "Ô coisinha tão bonitinha do pai...". Lembram?

Coisa não tem sexo: pode ser masculino ou feminino. Coisa-ruim é o capeta. Coisa boa é a Juliana Paes. Nunca vi coisa assim!

Coisa de cinema! "A Coisa" virou nome de filme de Hollywood, que tinha o "seu Coisa" no recente Quarteto Fantástico. Extraído dos quadrinhos, na TV o personagem ganhou também desenho animado, nos anos 70. E no programa Casseta e Planeta, Urgente!, Marcelo Madureira faz o personagem "Coisinha de Jesus".

Coisa também não tem tamanho. Na boca dos exagerados, "coisa nenhuma" vira "coisíssima". Mas a "coisa" tem história na MPB. No II Festival da Música Popular Brasileira, em 1966, estava na letra das duas vencedoras: Disparada, de Geraldo Vandré: "Prepare seu coração / Pras coisas que eu vou contar", e A Banda, de Chico Buarque: "Pra ver a banda passar / Cantando coisas de amor". Naquele ano do festival, no entanto, a coisa tava preta (ou melhor, verde-oliva). E a turma da Jovem Guarda não tava nem aí com as coisas: "Coisa linda / Coisa que eu adoro".

Cheio das coisas. As mesmas coisas, Coisa bonita, Coisas do coração, Coisas que não se esquece, Diga-me coisas bonitas, Tem coisas que a gente não tira do coração. Todas essas coisas são títulos de canções interpretadas por Roberto Carlos, o "rei" das coisas. Como ele, uma geração da MPB era preocupada com as coisas.

Para Maria Bethânia, o diminutivo de coisa é uma questão de quantidade afinal, "são tantas coisinhas miúdas".

"Todas as Coisas e Eu" é título de CD de Gal. "Esse papo já tá qualquer coisa...Já qualquer coisa doida dentro mexe" Essa coisa doida é uma citação da música "Qualquer Coisa", de Caetano, que canta também:"Alguma coisa está fora da ordem."
Por essas e por outras, é preciso colocar cada coisa no devido lugar. Uma coisa de cada vez, é claro, pois uma coisa é uma coisa; outra coisa é outra coisa. E tal coisa, e coisa e tal.



O cheio de coisas é o indivíduo chato, pleno de não-me-toques. O cheio das coisas, por sua vez, é o sujeito estribado. Gente fina é outra coisa.

Para o pobre, a coisa está sempre feia: o salário-mínimo não dá pra coisa nenhuma.

A coisa pública não funciona no Brasil. Desde os tempos de Cabral. Político quando está na oposição é uma coisa, mas, quando assume o poder, a coisa muda de figura. Quando se elege, o eleitor pensa: "Agora a coisa vai." Coisa nenhuma! A coisa fica na mesma. Uma coisa é falar; outra é fazer. Coisa feia! O eleitor já está cheio dessas coisas!
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Se você aceita qualquer coisa, logo se torna um coisa qualquer, um coisa-à-toa. Numa crítica feroz a esse estado de coisas, no poema "Eu, Etiqueta", Drummond radicaliza: "Meu nome novo é coisa. Eu sou a coisa, coisamente." E, no verso do poeta, "coisa" vira "cousa".

Se as pessoas foram feitas para ser amadas e as coisas, para serem usadas, por que então nós amamos tanto as coisas e usamos tanto as pessoas?

Bote uma coisa na cabeça: as melhores coisas da vida não são coisas. Há coisas que o dinheiro não compra: paz, saúde, alegria e outras cositas más.

Mas, "deixemos de coisa, cuidemos da vida, senão chega a morte ou coisa parecida", cantarola Fagner em Canteiros, baseado no poema Marcha, de Cecília Meireles, uma coisa linda.