segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
domingo, 19 de janeiro de 2014
Opinião compartilhada
É raro, raríssimo a tomada de posição quanto ao lixo que tentam nos impingir como arte. O que vimos, via de regra são herdeiros bastardos de Marcel Duchamp e do seu ready made, que passado quase um século, "xeroqueiam" suas idéias, já nem tão originais lá no início do sec. XX. Aqui no Brasil, só lembro de Danúbio Gonçalves, Afonso Romano de Santana, Gustavo Nakle e Zé Augustho Marques como pensadores e artistas alinhados contra o vazio da "arte contemporânea". Eu, pelo menos estou cansado dos coladores de barbante com chiclete.
Passarei a seguir esta corajosa e inteligente crítica de arte. Bravo!
Passarei a seguir esta corajosa e inteligente crítica de arte. Bravo!
E mail
Rolézinho
O BESTEIROL
por João Gomes da Silveira
O besteirol, no País,
toma as redes sociais,
volta ao que vem lá de antes,
com certos gajos amantes
de bobagens triviais.
Pois a onda ganha espaços,
à imprensa traz discussões;
notáveis especialistas
mostram do rolé conquistas
com o gás das revoluções.
E aí se aventam racismo,
contra pobres preconceito,
temas os mais variados;
mas, sem um norte, coitados,
jovens não agem direito.
Besteira e maior burrice
do que rolé, relezinho,
a gente busca e não acha,
porque besteira sem graça
é do bem ir de fininho.
Sair dos meus afazeres,
ir a shoppings pra flanar,
isto é de salão piada
de boba rapaziada
que não tem do que troçar.
Trocem na praça, rapazes!
Meninas, pés são nas ruas!
Nestas há cheiro de povo,
que arrastões podem, de novo,
suscitar encrencas suas.
Shopping não é, nem de longe,
arena para protestos,
posto que casa sem rédea,
onde a pobre classe média
vai deixar tostões modestos.
No mais, o tal rolezinho
é coisa sem ter nem pingos
do mínimo de bom senso,
modismo no qual, eu penso,
tem dedo sujo dos gringos.
Fort., 19/01/2014.
por João Gomes da Silveira
O besteirol, no País,
toma as redes sociais,
volta ao que vem lá de antes,
com certos gajos amantes
de bobagens triviais.
Pois a onda ganha espaços,
à imprensa traz discussões;
notáveis especialistas
mostram do rolé conquistas
com o gás das revoluções.
E aí se aventam racismo,
contra pobres preconceito,
temas os mais variados;
mas, sem um norte, coitados,
jovens não agem direito.
Besteira e maior burrice
do que rolé, relezinho,
a gente busca e não acha,
porque besteira sem graça
é do bem ir de fininho.
Sair dos meus afazeres,
ir a shoppings pra flanar,
isto é de salão piada
de boba rapaziada
que não tem do que troçar.
Trocem na praça, rapazes!
Meninas, pés são nas ruas!
Nestas há cheiro de povo,
que arrastões podem, de novo,
suscitar encrencas suas.
Shopping não é, nem de longe,
arena para protestos,
posto que casa sem rédea,
onde a pobre classe média
vai deixar tostões modestos.
No mais, o tal rolezinho
é coisa sem ter nem pingos
do mínimo de bom senso,
modismo no qual, eu penso,
tem dedo sujo dos gringos.
Fort., 19/01/2014.
sábado, 18 de janeiro de 2014
A morte do Poeta
Porto Alegre, 18 de Janeiro de 2014
A morte do poeta
Postado por Juremir Machado
Quando morre o poeta algo se cala. Mas o quê? A alma? O imaginário? A lua? Morreu Juan Gelman, poeta argentino, que vivia há 20 anos no México. Morreu Juan Gelman, o poeta que enfrentou a ditadura, teve o filho e a nora sequestrados e uma neta, nascida durante o regime militar, desaparecida, depois, felizmente, encontrada pelo avô. Morreu o poeta que ganhou o prêmio Cervantes em 2007. Morreu o homem que escreveu “Debaixo da chuva alheia” e foi condenado à morte, como observou o jornalista Clóvis Rossi, por militares e guerrilheiros.
Quando morre o grande poeta algo se cala. O quê? A massa que o desconhece, a cidade que o ignora, a época que despreza a poesia, a cultura que só vive de mercadorias. Morreu o poeta que disse: “Claro que morrerei e hão de levar-me/em ossos ou cinzas/
e dirão palavras e cinzas/e eu hei de morrer totalmente”. Pode um poeta morrer totalmente? A morte total já não é a morte da poesia e o silêncio sobre a morte do poeta?
A poesia é como a chuva, ou pior do que ela, talvez melhor, um incômodo tornado invisível, que Gelman soube capturar: “Hoje chove muito, muito,/dir-se-ia que estão a lavar o mundo./O meu vizinho do lado vê a chuva/e pensa em escrever uma carta de amor/uma carta à mulher com quem vive/e lhe faz a comida e lava a roupa e faz amor com ele”. Essa forma de poesia tão cotidiana é paradoxalmente expulsa do cotidiano. Quem a lê? Quem a cita? Por que a poesia foi expulsa da cidade? Por que ser poeta arranca sorrisos nos cantos das bocas e uma espécie de pena?
Quando morre o poeta ele vive por alguns segundos, o tempo de um necrológio: “Por isso o meu vizinho tem/tempestades na boca/palavras que naufragam/palavras que não sabem que há sol porque nascem e morrem na/
mesma noite em que ele amou/e deixam cartas no pensamento/que ele nunca escreverá/como o silêncio que existe entre duas rosas”. Quando morre o poeta desaparecem um pouco mais os seres capazes de falar do “silêncio entre duas rosas”. Aí restam os cronistas anacrônicos, anacoretas, androides, anencéfalos, como eu, para chorá-los a distância, sabendo que o poeta pode morrer de novo antes do fim de uma crônica, se o leitor abandonar o texto, entediado, para falar de um assalto.
Quando morre o poeta nada acontece. O máximo que um grande poeta pode esperar é que, um dia, alguém, um vândalo, suje a sua estátua. A poesia é a gastura da palavras, a consumição do verbo, essa coisa que não termina em gol nem em pódio. Quando morre o poeta, aos 83 anos, carregam um velho num caixão e dizem sobre ele algumas palavras que se transformarão logo em cinzas, até serem lavadas pela chuva e esquecidas pelo vizinho às voltas com o que dizer para a mulher que ainda o ama.
Gelman foi grande. O que é ser grande num mundo pequeno no qual a poesia já não cabe a não ser como uma rugosidade, essa estranheza do ser? Entrar numa manchete? A Argentina decretou três dias de luto por seu poeta morto. A chuva perdeu o seu melhor intérprete. Haverá por alguns minutos talvez um novo silêncio entre as rosas.
Quando morre o grande poeta algo se cala. O quê? A massa que o desconhece, a cidade que o ignora, a época que despreza a poesia, a cultura que só vive de mercadorias. Morreu o poeta que disse: “Claro que morrerei e hão de levar-me/em ossos ou cinzas/
e dirão palavras e cinzas/e eu hei de morrer totalmente”. Pode um poeta morrer totalmente? A morte total já não é a morte da poesia e o silêncio sobre a morte do poeta?
A poesia é como a chuva, ou pior do que ela, talvez melhor, um incômodo tornado invisível, que Gelman soube capturar: “Hoje chove muito, muito,/dir-se-ia que estão a lavar o mundo./O meu vizinho do lado vê a chuva/e pensa em escrever uma carta de amor/uma carta à mulher com quem vive/e lhe faz a comida e lava a roupa e faz amor com ele”. Essa forma de poesia tão cotidiana é paradoxalmente expulsa do cotidiano. Quem a lê? Quem a cita? Por que a poesia foi expulsa da cidade? Por que ser poeta arranca sorrisos nos cantos das bocas e uma espécie de pena?
Quando morre o poeta ele vive por alguns segundos, o tempo de um necrológio: “Por isso o meu vizinho tem/tempestades na boca/palavras que naufragam/palavras que não sabem que há sol porque nascem e morrem na/
mesma noite em que ele amou/e deixam cartas no pensamento/que ele nunca escreverá/como o silêncio que existe entre duas rosas”. Quando morre o poeta desaparecem um pouco mais os seres capazes de falar do “silêncio entre duas rosas”. Aí restam os cronistas anacrônicos, anacoretas, androides, anencéfalos, como eu, para chorá-los a distância, sabendo que o poeta pode morrer de novo antes do fim de uma crônica, se o leitor abandonar o texto, entediado, para falar de um assalto.
Quando morre o poeta nada acontece. O máximo que um grande poeta pode esperar é que, um dia, alguém, um vândalo, suje a sua estátua. A poesia é a gastura da palavras, a consumição do verbo, essa coisa que não termina em gol nem em pódio. Quando morre o poeta, aos 83 anos, carregam um velho num caixão e dizem sobre ele algumas palavras que se transformarão logo em cinzas, até serem lavadas pela chuva e esquecidas pelo vizinho às voltas com o que dizer para a mulher que ainda o ama.
Gelman foi grande. O que é ser grande num mundo pequeno no qual a poesia já não cabe a não ser como uma rugosidade, essa estranheza do ser? Entrar numa manchete? A Argentina decretou três dias de luto por seu poeta morto. A chuva perdeu o seu melhor intérprete. Haverá por alguns minutos talvez um novo silêncio entre as rosas.
sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
SUPLICIO CULTURAL QUE VALE
O VALE VALE CULTURA JÁ PASSOU DE SER PIADA
PARA VIRAR PIEDADE...............
POIS NO PARANÁ JÁ É DISTRIBUIDO SEM O CONHECIMENTO
DO GOVERNO DA MARTA SUPLICIO...............
PARA VIRAR PIEDADE...............
POIS NO PARANÁ JÁ É DISTRIBUIDO SEM O CONHECIMENTO
DO GOVERNO DA MARTA SUPLICIO...............
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
Exposição do acervo da Galeria Duque
Obra de Ruth Schneider
Tapeçaria de Vasco Prado
Pintura de Heitor dos Prazeres
Cerâmicas de Cho Dorneles
Artistas com a escultura "Consagração do Pampa
segundo Marc Chagall" de Mário Cladera
Mônica Kabregu e Zé Augustho
Zé Augustho e Mário Cladera autor da obra
Mário Cladera
Mário Cladera e Zorávia Betiol
Nakle, Zé Augustho, Maia e Mário
fotos Ieda Cabrera
Esculturas de Cho Dorneles
(foto do autor)
Os Hereditários
OS HEREDITÁRIOS* [476]
por João Gomes da Silveira
Um mandarim se alinha às senhorias:
do muito que tem vez, em cada canto,
o pulha impera e rouba aquele tanto
que locupleta as grandes confrarias.
O herdeiro do chefão se faz um santo,
assume pastas, planta-se às chefias.
Então, que nem dos pais segundas vias,
eles se elegem, sem nenhum encanto.
Do povo os pais da pátria travestidos,
com mão de gato em cada território,
papam milhões do Erário bem nutridos.
Eis a casta que sempre tem mandatos
e dos poderes todos faz cartório,
onde os bichanos são os próprios ratos.
Fort., 16/01/2014.
________
(*) Qualquer verossimilhança com o nepotismo
reinante nesta “pátria de chuteiras”, no Maranhão
e demais Estados, digo como disse João
Pessoa: N.E.G.O.
sábado, 11 de janeiro de 2014
SONETO...
Soneto a quatro mãos |
Soneto a quatro mãos
Tudo de amor que existe em mim foi dado.
Tudo que fala em mim de amor foi dito.
Do nada em mim o amor fez o infinito
Que por muito tornou-me escravizado.
Tudo que fala em mim de amor foi dito.
Do nada em mim o amor fez o infinito
Que por muito tornou-me escravizado.
Tão pródigo de amor fiquei coitado
Tão fácil para amar fiquei proscrito.
Cada voto que fiz ergueu-se em grito
Contra o meu próprio dar demasiado.
Tão fácil para amar fiquei proscrito.
Cada voto que fiz ergueu-se em grito
Contra o meu próprio dar demasiado.
Tenho dado de amor mais que coubesse
Nesse meu pobre coração humano
Desse eterno amor meu antes não desse.
Nesse meu pobre coração humano
Desse eterno amor meu antes não desse.
Pois se por tanto dar me fiz engano
Melhor fora que desse e recebesse
Para viver da vida o amor sem dano.
Melhor fora que desse e recebesse
Para viver da vida o amor sem dano.
Vinícius de Moraes e Paulo Mendes Campos
Pintura: Charles Spencelayh (Inglaterra, 1865 - 1958)
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
LÁ NO MARANHÃO..........
DESCONDIZENTE TOTALMENTE COM A REALIDADE DAS COISAS
A SARNEYZINHA GOVERNADORA DO MARANHÃO, DISSE QUE
O AUMENTO DA VIOLÊNCIA NOS PRESÍDIOS DE SEU ESTADO,
DEVE-SE A MELHORA DA RENDA ACENTUADA DA POPULAÇÃO...........
AGORA O POVO INCENDEIA TUDO E QUEBRA TUDO POR ESTAR MAIS RICO!
QUE ESPETÁCULO ESPETACULISTA MAIS QUE ESPETACULÓIDICO RACIOCÍNIO....
BRASIL MOSTRA A TUA CARA, PELO AMOR DE DEUS E O DIABO.
A SARNEYZINHA GOVERNADORA DO MARANHÃO, DISSE QUE
O AUMENTO DA VIOLÊNCIA NOS PRESÍDIOS DE SEU ESTADO,
DEVE-SE A MELHORA DA RENDA ACENTUADA DA POPULAÇÃO...........
AGORA O POVO INCENDEIA TUDO E QUEBRA TUDO POR ESTAR MAIS RICO!
QUE ESPETÁCULO ESPETACULISTA MAIS QUE ESPETACULÓIDICO RACIOCÍNIO....
BRASIL MOSTRA A TUA CARA, PELO AMOR DE DEUS E O DIABO.
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
Escultura
Escultor Chinês Passa 4 Anos Esculpindo em Madeira
01A beleza de tirar o fôlego de seu trabalho simplesmente não pode ser expressada em palavras, você deve ver por si mesmo. Como é possível imaginar, Zheng Chunhui precisou de uma montanha de paciência para completar a sua obra-prima de madeira que exibe barcos, pontes, edifícios e mais de 550 pessoas esculpidas individualmente.
A China tem uma longa tradição em esculturas de madeira. Há séculos os seus mestres do cinzel vem transformando pedaços de madeira bruta em obras de arte inspiradoras, mas nenhuma tão impressionante como a criação alucinante de Zheng Chunhui. Este talentoso artista chinês passou os últimos quatro anos meticulosamente esculpindo uma réplica detalhada de uma famosa pintura tradicional chinesa chamada "Ao longo do rio durante o Festival Qingming", em um tronco de árvore de pouco mais de 12 metros de comprimento.
Além do louvor de todos quando viram a escultura panorâmica de perto na sua inauguração recente no Museu do Palácio de Beijing, o artista chinês também foi homenageado pelo Livro Guinness com o novo recorde mundial para a mais longa escultura em madeira, que mede 12,286 metros de comprimento, 3,075 metros de altura e 2,401 m de largura.
A verdade é que quando a gente ouve falar em "obra-prima", logo pensamos em algum famoso quadro ou escultura do século 15 ou 16, como a "Mona Lisa" ou "A Pietà". Por isso é sempre bom saber que verdadeiras obras de arte estão sendo criadas na atualidade, mesmo que seja uma revisita a uma obra famosa, como a supra-citada "Along the River During the Qingming Festival", do artista chinês Zhang Zeduan, que está exposta no mesmo museu.
A pintura panorâmica de Zhang tem quase 1.000 anos de idade e é conhecida como "Mona Lisa Chinesa", com seus 5,3 metros, que celebra o espírito festivo, retratando a vida cotidiana de ricos e pobres, durante o Festival Qingming. Ao longo dos tempos outros artistas chineses já reinterpretaram este trabalho, com elementos culturais de suas épocas, mas nenhum com tanta maestria quanto Zheng.02030405060708
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
OLHA...
Olha a sombra que
desmerece esse olhar
de humildade
desigual.
Vê a verdade
ancorada na
gravata...
texto Zé Augustho Marques
arte Ruth Schneider
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
TEXTO
Por Mario Vargas Llosa.
“El ejemplo uruguayo”
La libertad tiene sus riesgos y quien cree en ella debe estar dispuesto a correrlos. Así lo ha entendido el Gobierno de José Mujica al legalizar la marihuana y el matrimonio gay. Y hay que aplaudirlo.
Ha hecho bien The Economist en declarar a Uruguay el país del año y en calificar de admirables las dos reformas liberales más radicales tomadas en 2013 por el Gobierno del presidente José Mujica: el matrimonio gay y la legalización y regulación de la producción, la venta y el consumo de la marihuana.
Es extraordinario que ambas medidas, inspiradas en la cultura de la libertad, hayan sido adoptadas por el Gobierno de un movimiento que en su origen no creía en la democracia sino en la revolución marxista leninista y el modelo cubano de autoritarismo vertical y de partido único. Desde que subió al poder, el presidente José Mujica, que en su juventud fue guerrillero tupamaro, asaltó bancos y pasó muchos años en la cárcel, donde fue torturado durante la dictadura militar, ha respetado escrupulosamente las instituciones democráticas —la libertad de prensa, la independencia de poderes, la coexistencia de partidos políticos y las elecciones libres— así como la economía de mercado, la propiedad privada y alentado la inversión extranjera. Esta política del anciano y simpático estadista que habla con una sinceridad insólita en un gobernante, aunque ello le signifique meter la pata de cuando en cuando, vive muy modestamente en su pequeña chacra de las afueras de Montevideo y viaja siempre en segunda clase en sus viajes oficiales, ha dado a Uruguay una imagen de país estable, moderno, libre y seguro, lo que le ha permitido crecer económicamente y avanzar en la justicia social al mismo tiempo que extendía los beneficios de la libertad en todos los campos, venciendo las presiones de una minoría recalcitrante de la alianza.
Hay que recordar que Uruguay, a diferencia de la mayor parte de los países latinoamericanos, tiene una antigua y sólida tradición democrática, al extremo de que, cuando yo era niño, se llamaba al país oriental “la Suiza de América” por la fuerza de su sociedad civil, el arraigo de la legalidad y unas Fuerzas Armadas respetuosas de los gobiernos constitucionales. Además, sobre todo después de las reformas del batllismo, que reforzaron el laicismo y desarrollaron una poderosa clase media, la sociedad uruguaya tenía una educación de primer nivel, una muy rica vida cultural y un civismo equilibrado y armonioso que era la envidia de todo el continente.
Yo recuerdo la impresión que significó para mí conocer Uruguay hacia mediados de los años sesenta. No parecía uno de los nuestros ese país donde las diferencias económicas y sociales eran mucho menos descarnadas y extremas que en el resto de América Latina y en el que la calidad de la prensa escrita y radial, sus teatros, sus librerías, el alto nivel del debate político, su vida universitaria, sus artistas y escritores —sobre todo, el puñado de críticos y la influencia que ejercían en los gustos del gran público— y la irrestricta libertad que se respiraba por doquier lo acercaban mucho más a los más avanzados países europeos que a sus vecinos. Allí descubrí el semanario Marcha, una de las mejores revistas que he conocido, y que se convirtió para mí desde entonces en una lectura obligatoria para estar al tanto de lo que ocurría en toda América Latina.
Esta política del anciano estadista ha dado a Uruguay una imagen de país estable, moderno, libre y seguro.
Sin embargo, ya en aquel tiempo había comenzado a deteriorarse esa sociedad que daba al forastero la impresión de estar alejándose cada vez más del tercer mundo y acercándose cada vez más al primero. Porque, pese a todo lo bueno que allí ocurría, muchos jóvenes, y algunos no tan jóvenes, sucumbían a la fascinación de la utopía revolucionaria e iniciaban, según el modelo cubano, las acciones violentas que destruirían aquella “democracia burguesa” para reemplazarla no por el paraíso socialista sino por una dictadura militar de derecha que llenó las cárceles de presos políticos, practicó la tortura y obligó a exiliarse a muchos miles de uruguayos. El drenaje de talento y de sus mejores profesionales, artistas e intelectuales que padeció el Uruguay en aquellos años fue proporcionalmente uno de los más críticos que haya vivido en la historia un país latinoamericano. Sin embargo, la tradición democrática y la cultura de la legalidad y la libertad no se eclipsaron del todo en aquellos años de terror y, al caer la dictadura y restablecerse la vida democrática, florecerían de nuevo con más vigor y, se diría, con una experiencia acumulada que sin duda ha educado tanto a la derecha como a la izquierda, vacunándolas contra las ilusiones violentistas del pasado.
De otro modo no hubiera sido posible que la izquierda radical, que con el Frente Amplio y los tupamaros llegara al poder, diera muestras, desde el primer momento, de un pragmatismo y espíritu realista que ha permitido la convivencia en la diversidad y profundizado la democracia uruguaya en lugar de pervertirla. Ese perfil democrático y liberal explica la valentía con que el Gobierno del presidente José Mujica ha autorizado el matrimonio entre parejas del mismo sexo y convertido a Uruguay en el primer país del mundo en cambiar radicalmente su política frente al problema de la droga, crucial en todas partes, pero de una agudeza especial en América Latina. Ambas son reformas muy profundas y de largo alcance que, en palabras de The Economist, “pueden beneficiar al mundo entero”.
El matrimonio entre personas del mismo sexo, ya autorizado en varios países del mundo, tiende a combatir un prejuicio estúpido y a reparar una injusticia por la que millones de personas han padecido (y siguen padeciendo en la actualidad) arbitrariedades y discriminación sistemática, desde la hoguera inquisitorial hasta la cárcel, el acoso, marginación social y atropellos de todo orden. Inspirada en la absurda creencia de que hay solo una identidad sexual “normal” —la heterosexual— y que quien se aparta de ella es un enfermo o un delincuente, homosexuales y lesbianas se enfrentan todavía a prohibiciones, abusos e intolerancias que les impiden tener una vida libre y abierta, aunque, felizmente, en este campo, por lo menos en Occidente, se han ido desmoronando los prejuicios y tabúes homofóbicos y reemplazándolos la convicción racional de que la opción sexual debe ser tan libre y diversa como la religiosa o la política, y que las parejas homosexuales son tan “normales” como las heterosexuales. (En un acto de pura barbarie, el Parlamento de Uganda acaba de aprobar una ley estableciendo la cadena perpetua para todos los homosexuales).
La represión no ha funcionado, y el narcotráfico es hoy el factor principal de la corrupción en América Latina
Respecto a las drogas prevalece todavía en el mundo la idea de que la represión es la mejor manera de enfrentar el problema, pese a que la experiencia ha demostrado hasta el cansancio que no obstante la enormidad de recursos y esfuerzos que se han invertido en reprimirlas, su fabricación y consumo siguen aumentando por doquier, engordando a las mafias y la criminalidad asociada al narcotráfico. Este es en nuestros días el principal factor de la corrupción que amenaza a las nuevas y a las antiguas democracias y va cubriendo las ciudades de América Latina de pistoleros y cadáveres.
¿Será exitoso el audaz experimento uruguayo de legalizar la producción y el consumo de la marihuana? Lo sería mucho más, sin ninguna duda, si la medida no quedara confinada en un solo país (y no fuera tan estatista) sino comprendiera un acuerdo internacional del que participaran tanto los países productores como consumidores. Pero, aun así, la medida va a golpear a los traficantes y por lo tanto a la delincuencia derivada del consumo ilegal y demostrará a la larga que la legalización no aumenta notoriamente el consumo sino en un primer momento, aunque luego, desaparecido el tabú que suele prestigiar a la droga ante los jóvenes, tienda a reducirlo. Lo importante es que la legalización vaya acompañada de campañas educativas —como las que combaten el tabaco o explican los efectos dañinos del alcohol— y de rehabilitación, de modo que quienes fuman marihuana lo hagan con perfecta conciencia de lo que hacen, al igual que ocurre hoy día con quienes fuman tabaco o beben alcohol.
La libertad tiene sus riesgos y quienes creen en ella deben estar dispuestos a correrlos en todos los dominios, no sólo en el cultural, el religioso y el político. Así lo ha entendido el Gobierno uruguayo y hay que aplaudirlo por ello. Ojalá otros aprendan la lección y sigan su ejemplo”.
sábado, 4 de janeiro de 2014
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
RAP DE UM TIRO SÓ...
O Brasil às vezes não sabe falar...
O Brasil já sabe atirar.
Baleando o outro a bem piorar.
Ouvindo o tiro de troco...
Em balas de centavos...
Vidas a 12 avos...
Na primeira pessoa
todos são escravos.
Só no vós do eu
estão os avós dos diabos.
Permitidos na vida.
Permitidos na vida.
De olho no cor da ferida
dos tralhas acabados.
Tiro liro liro só.
É um tiro que só que dá dó!
Nos pratos dos ratos
de Brasília espalhando medo
bem porisso não é segredo
que pobre é nobre
só quando chama por MC
e, cada um acaba por si...
Zé Augustho Marques
quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
AS BAILARINAS DE DEGAS
releituras de Zé Augustho Marques
DEGAS
O GRANDE PINTOR DE
BAILARINAS
Edgar Degas nasceu em Paris no dia 19 de julho de 1834. Seus pais eram
de uma família da alta burguesia parisiense e fizeram de tudo para viabilizar
seus estudos de pintura. Degas sempre estudioso ingressou no curso de Direito
em 1852, mas logo desistiu para se dedicar por completo à pintura. Sua grande
paixão. O grande e consagrado Auguste Dominique Ingres, aconselhou-o a seguir
na carreira e lhe dedicou admiração incontestável. Doravante, Degas um quase
italiano movido pela paixão aos mestres da Renasçença viajou tres vezes para o
berço das artes, Nápoles, Florença e Roma, entre 1854 e 1858. Foi nessa
oportunidade que estudou e se apaixonou pelos afrescos mais famosos do
Renascimento. Quando retornou a Paris em 1861, conheceu E´Douard Manet, um dos
grandes impressionistas daquela época. Manet então apresenta Degas aos jovens
pintores das cenas ao ar livre com as "impressões" da França. Mais
adiante no tempo o mestre com seu show de cores, através de pinceladas sutis e
ao mesmo tempo indiscretas, desenvolveu a naturalidade e a originalidade de seu
trabalho buscando diferenciais de "ismos" e de gêneros, marcando para
sempre a história da arte com suas lavadeiras,nus femininos e "as bailarinas" com suas
orquestras, dando o tom de luzes poéticas e sutilezas inigualáveis que traduzem
um espetáculo incrível de agitação em permanente movimento, fora e dentro da
magia do palco. Mais velho, já quase cego, Degas usou a técnica do pastel,
explorando a textura do aveludado e clarificação magistrais. Detalhe de sua
acuidade extrema e de seu perfeccionismo leonino, foi que, por diversas
vezes comprou de volta suas pinturas
encomendadas por julgá-las inacabadas. Faleceu na primavera de 1917.
Zé Augustho Marques
NATUREZA E MAIS........
CUIDAR DA NATUREZA
NÃO DESPERDIÇAR ÁGUA
AGUAR A ÁGUA COM SABEDORIA
RESPEITAR O LIXO
O LIXO QUE PODE SER LUXO
A VIDA QUE VEM
A VIDA QUE VAI
COM A NATUREZA
COMO UM HAICAI.......................
NÃO DESPERDIÇAR ÁGUA
AGUAR A ÁGUA COM SABEDORIA
RESPEITAR O LIXO
O LIXO QUE PODE SER LUXO
A VIDA QUE VEM
A VIDA QUE VAI
COM A NATUREZA
COMO UM HAICAI.......................
quarta-feira, 1 de janeiro de 2014
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